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BC pode liberar até R$ 55,8 bilhões em crédito para empresas menores

A medida vale para financiamento de capital de giro concedido no segundo semestre deste ano para empresas com faturamento anual de até R$ 50 milhões

Banco Central: a instituição avaliou que os financiamentos estão funcionando bem na crise, mas as empresas de menor porte têm encontrado dificuldades (Ueslei Marcelino/Reuters)

Banco Central: a instituição avaliou que os financiamentos estão funcionando bem na crise, mas as empresas de menor porte têm encontrado dificuldades (Ueslei Marcelino/Reuters)

AO

Agência O Globo

Publicado em 23 de junho de 2020 às 15h20.

Última atualização em 23 de junho de 2020 às 15h42.

O Banco Central (BC) anunciou nesta terça-feira que vai facilitar o empréstimo para empresas com faturamento anual de até 50 milhões de reais. A medida tem potencial de chegar a 55,8 bilhões de reais em crédito concedido.

A nova medida vale apenas para o financiamento de capital de giro contratado de 29 de junho até 31 de dezembro deste ano.

O BC fez uma alteração no regramento dos financiamentos para possibilitar a facilitação do empréstimo. As instituições financeiras que concederem esse crédito poderão deduzir os valores emprestados do recolhimento compulsório sobre os recursos de depósito da poupança.

O compulsório é uma parte dos recursos que os bancos são obrigados a manter em reservas. Normalmente, essas instituições não têm acesso a esses recursos.

Em nota, o Banco Central avaliou que as medidas de crédito estão funcionando durante a crise, mas as empresas de menor porte têm encontrado dificuldades.

“Embora as medidas já adotadas tenham sido efetivas em prover liquidez para o Sistema Financeiro Nacional (SFN) e promover o regular funcionamento dos mercados, as empresas de menor porte continuam encontrando dificuldades no acesso a linhas de crédito que as possibilitem atravessar esse momento de incertezas.”

Com o objetivo de incentivar que os bancos emprestem esses recursos, o BC também retirou a remuneração de 30% do saldo de exigibilidade da poupança até o final caso os bancos não atinjam níveis mínimos de concessão.

Com a poupança batendo recordes históricos de entradas, o BC estima que a situação “permite a adoção da medida sem comprometer o adequado gerenciamento dos ativos e passivos bancários.”

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