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Por que a rede neutra é importante para viabilizar o 5G no Brasil?

Serviços de tecnologia para redes móveis e banda larga necessitam de infraestrutura robusta de fibra óptica e capilaridade em todo o país, como a da V.tal

O serviço de 5G, internet móvel de quinta geração, vai demandar um grande fluxo de dados em alta velocidade. E, para funcionar na agilidade esperada, será necessário o suporte de uma rede robusta de fibra óptica que sustente todo o tráfego.

Por isso, negócios como a V.tal, primeira empresa de rede neutra de conectividade fim-a-fim do mercado brasileiro, serão os grandes viabilizadores do 5G no Brasil.

Com cerca de 400.000 quilômetros de fibra óptica chegando a mais de 14 milhões de casas em 2.300 cidades em todo o território nacional, a empresa oferece infraestrutura para as principais operadoras de telecomunicações do país e mais de 340 provedores regionais, uma capilaridade única e não replicável que dá à empresa um papel importante no contexto de redes neutras no país.

Uma rede neutra é um modelo de “aluguel” de infraestrutura de rede óptica que fornece o serviço até o poste ou até mesmo dentro da casa do cliente. E, por ser “neutra”, ela permite que mais de uma operadora utilize a mesma rede.

“Esse modelo transforma uma ‘estrada’ de infraestrutura robusta, bem sinalizada e com asfalto liso onde antes passava apenas um carro em uma rodovia que permite o acesso a vários automóveis ao mesmo tempo”, compara André Telles, diretor de vendas na V.tal.

Fundamental para o 5G

Já estabelecido em países como Itália, Espanha e Reino Unido, esse formato evita sobreposição e redundância de infraestrutura de rede em uma mesma região, o que ocorria no segmento de telecomunicações, otimizando investimentos de forma geral. Além disso, acelera a implantação do 5G em razão da capilaridade de rede de fibra óptica de alta qualidade.

“É preciso ter uma rede muito robusta com uma taxa de latência [tempo entre o comando e o entendimento desse comando na outra ponta] muito baixa. Quanto mais rápida a rede, menor a latência, o que é muito importante para o 5G”, justifica Telles.

Já a alta capilaridade, acrescenta o executivo, é importante porque o 5G exige muito mais antenas do que temos disponível hoje. Como a internet móvel de quinta geração é transmitida em uma frequência mais alta, torna-se fundamental um adensamento maior dessas antenas aliado a uma infraestrutura conectada à fibra óptica.

Vantagens para todos

Hoje, a infraestrutura da V.tal é compartilhada por todos os players de banda larga em fibra óptica do país, sejam operadoras, sejam provedores regionais de todos os tamanhos e regiões. “Isso ajuda na rentabilização do investimento, permitindo ampliar ainda mais a rede”, completa o diretor da empresa.

Os parceiros podem escolher entre o modelo de negócios que vai até a casa do cliente ou o que vai até o poste – e ficam responsáveis para ir do poste até a casa do consumidor final. Essa rede neutra “fim-a-fim” possibilita que eles se concentrem em cuidar do cliente, deixando a parte de infraestrutura, com toda a sua robustez e complexidade, por conta de alguém que seja capaz de fazê-lo.

Outro benefício para os parceiros é que a rede neutra proporciona uma velocidade acelerada de expansão de seu negócio, principalmente provedores regionais. Como a V.tal atua em boa parte do território nacional, o parceiro pode sair da amarra regional e crescer em outros mercados, sem precisar de grandes investimentos em rede.

Além disso, como os parceiros não precisam fazer um megainvestimento de infraestrutura na largada, eles conseguem diminuir a barreira de entrada e ter fôlego para crescer, uma vez que os custos são variáveis (eles crescem apenas à medida que a base de clientes cresce), tornando possível escalar o negócio.

Case de sucesso

A Voa Telecom, provedora de internet na Região Sul e parceira da V.tal, por exemplo, já nasceu programada para crescer apoiada numa rede neutra robusta. “Eles podem ampliar o negócio de forma sustentável, pois compartilham o risco da infraestrutura com a gente, enquanto se dedicam ao cliente na ponta”, conta Telles.

Em dez anos, a Voa Telecom pretende ter 100% da operação apoiada em rede neutra. “Sem a sobreposição de investimentos é possível usar racionalmente a infraestrutura de rede, trazendo benefícios para todos: pode-se investir mais em uma rede que vai ser rentabilizada; parceiros têm liberdade de atuação em nível nacional, a população tem acesso a uma internet de qualidade e o governo consegue massificar a banda larga e aumentar o PIB da região”, analisa o diretor. “Todos no ecossistema ganham”.

Novos investimentos

A V.tal tem um plano de investimento de 30 bilhões de reais para expandir sua rede nos próximos cinco anos, seja em capacidade, seja em capilaridade. O objetivo é atingir 32 milhões de casas em todo o território nacional.

“Nossa rede vai estar disponível a qualquer parceiro que tenha interesse em conectar seus clientes finais”, afirma Telles. “Com toda essa infraestrutura em nível nacional, vamos descentralizar a conectividade e massificar a banda larga, chegando aos lugares mais longínquos e proporcionando o desenvolvimento regional que, hoje, está travado por falta de infraestrutura na região.”

Para o futuro, a empresa busca aumentar a rede de conectividade do país, além dos cerca de 400.000 quilômetros que já tem. “Com a pandemia, vimos que a conectividade é essencial. Queremos ajudar a ter mais casas conectadas para trabalhar, produzir, estudar e se comunicar com entes queridos.”

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