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CSN está otimista com possível acordo com Namisa

A intenção da CSN é unir os seus ativos de mineração, reunindo em uma única empresa a mina Casa de Pedra e Namisa


	Mina Casa de Pedra, pertencente à CSN, que fornece minério para a Namisa:  a CSN detém 60% da mina
 (Germano Lüders/EXAME.com)

Mina Casa de Pedra, pertencente à CSN, que fornece minério para a Namisa:  a CSN detém 60% da mina (Germano Lüders/EXAME.com)

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Da Redação

Publicado em 30 de setembro de 2013 às 14h47.

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São Paulo - O presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch, disse, nesta segunda-feira, 30, que está otimista em relação às discussões travadas entre a siderúrgica e suas sócias asiáticas na Namisa e que a expectativa é de que as partes cheguem a um acordo. A CSN detém 60% da mina.

No fim de 2008, quando vendeu fatia da mina, a CSN recebeu do consórcio asiático US$ 3,08 bilhões por 40% da Namisa. Se a parceria for desfeita, a siderúrgica de Volta Redonda (RJ) terá de devolver o valor corrigido.

Segundo Steinbruch, as discussões em torno do tema ainda estão em curso. O prazo para o exercício da opção de opção de venda tinha como vencimento o mês de julho, mas já foi, segundo o executivo, estendido até o fim de outubro e deverá ter seu prazo ampliado mais uma vez. Questionado, o presidente da CSN não deu uma nova data para o vencimento dessa opção.

A opção de venda é um item previsto no acordo de acionista assinado na época do negócio. A opção pode ser utilizada, caso sejam descumpridas determinadas obrigações, assim como prazos acertados, chegando a uma situação de "impasse extremo".

"(entrar na) Justiça é sempre a última coisa", disse o presidente da CSN. Steinbruch afirmou que são diversas questões que envolvem as tratativas entre a CSN e o consórcio e que não é "apenas uma questão de investimentos na mina". "Tem um monte de implicações: societárias, administrativas, comerciais, industriais, de investimentos", afirmou.

"Nós queremos que o caso seja resolvido. É uma mudança de rumo (da Namisa). É uma associação para se criar a terceira mineradora de minério de ferro do mundo", disse o executivo. A intenção da CSN é unir os seus ativos de mineração, reunindo em uma única empresa a mina Casa de Pedra e Namisa.

A Itochu, com 22% da Namisa, é a líder do consórcio asiático sócio da Namisa, que conta com as siderúrgicas japonesas JFE Steel, Kobe Steel e Nisshin Steel, a sul-coreana Posco e a taiwanesa China Steel Corp.

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