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Ambev cria unidade de negócios de bebidas alcoólicas diferentes de cerveja

Ambev lança unidade de negócios Future Beverages já com Beats, Mike's e vinhos. Área será comandada por Daniela Cachich, ex-PepsiCo e visa inovações alcoólicas para além das cervejas

A cerveja é o carro-chefe da fabricante de bebidas Ambev, mas o interesse do consumidor em outros tipos de alcoólicos faz a companhia lançar a unidade de negócios Future Beverages, que começa com um portfólio de oito marcas, entre elas as bebidas mista Beats e Isla, a hard seltzer Mike’s, os vinhos Dante Robino, Somm e Blasfemia.

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A unidade terá Daniela Cachich como presidente da região sul americana. "Estou muito animada de entrar em uma empresa que já admirava e poder inovar com bebidas diferentes que vão levar experiências novas para consumidoras e consumidores", diz a executiva.

Antes de ocupar o novo cargo, Cachich foi vice-presidente de marketing da PepsiCo Foods Brasil por quase 5 anos, onde ficou responsável pelo portfólio de marcas de snacks como Doritos, Lays e Ruffles.

"Estou muito feliz com a chegada da Dani, que traz competências diferentes para nos ajudar a criar novos produtos, muito além da cerveja, e encantar novos consumidores com marcas inspiradoras", diz Jean Jereissati, presidente da Ambev.

Consumo

No segundo trimestre de 2021, quando a Ambev registrou o volume mais alto de todos os tempos --5 milhões de hectolitros acima do pico em 2015 -- o resultado foi impulsionado por marcas premiums de cervejas, como Becks e Corona, o que faz a companhia seguir investindo em cervejas, incluindo também lançamentos, como a alemã Spaten, já disponível em alguns supermercados e no e-commerce Empório da Cerveja.

Além disso, cada vez mais, o consumidor quer variar o tipo de bebida em diferentes ocasiões. Um exemplo é do Carnaval deste ano, quando 92% dos entrevistados em uma pesquisa da consultoria Nielsen pretendiam consumir cerveja, mas 45% desejavam também misturar esse consumo com outros produtos alcoólicos, como destilados e bebidas mistas.

Outro exemplo, também da Nielsen, é a relevância do mercado de hard seltzer, bebida cuja composição principal é água gaseificada com sabor e álcool, que movimentou 4 bilhões dólares em 2020 nos Estados Unidos. Já no Brasil, o consumo de vinho cresceu 18,4% em 2020, segundo a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV). A produção nacional teve alta de quase 35%, enquanto os importados cresceram 10%.

O crescimento de bebidas alcoólicas que não cerveja continuará nos próximos anos, como aponta a provedora de pesquisa de mercado Euromonitor. Drinks prontos para beber, sprits e vinhos devem crescer em valor 27,9%, 33,1% e 29,5%, respectivamente, entre 2020 e 2025. Deste modo, a Ambev foca agora em marcas já existentes e inovações que garantam uma parcela deste consumo.

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