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Venezuela acusa Estados Unidos de "terrorismo psicológico"

O governo Trump acrescentou Coreia do Norte, Chade e Venezuela em seu bloqueio imigratório, argumentando razões de segurança

Venezuela: quem estiver na lista não pode ingressar em solo norte-americano (Andres Martinez Casares/Reuters)

Venezuela: quem estiver na lista não pode ingressar em solo norte-americano (Andres Martinez Casares/Reuters)

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Reuters

Publicado em 25 de setembro de 2017 às 16h58.

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Caracas - O governo da Venezuela criticou nesta segunda-feira as restrições de viagem que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs a cidadãos venezuelanos por meio de um novo decreto, acusando-o de praticar "terrorismo psicológico" com este tipo de proibição.

Trump, ao renovar a lista de nações afetadas pelos vetos de viagem, manteve cinco países de maioria muçulmana e acrescentou Coreia do Norte, Chade e Venezuela, argumentando razões de segurança.

As restrições aos venezuelanos se concentraram em funcionários do governo socialista, incluindo membros do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin)​ e familiares.

Quem estiver na lista não pode ingressar em solo norte-americano.

O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela disse em um comunicado que "rechaça categoricamente a decisão irracional do governo dos Estados Unidos da América de catalogar uma vez mais o nobre povo venezuelano como uma ameaça à sua segurança nacional".

"Estes tipos de listas, vale sublinhar, são incompatíveis com o direito internacional e constituem em si mesmas uma forma de terrorismo psicológico e político", acrescentou o comunicado.

As novas restrições, que entrarão em vigor em 18 de outubro, resultaram de uma revisão do governo Trump, uma vez que as medidas impostas inicialmente foram suspensas nos tribunais e provocaram indignação internacional.

As medidas se somam às sanções financeiras que Trump já aplicou a cidadãos ligados ao governo de Caracas.

A chancelaria venezuelana, que também acusou Washington de tentar "estigmatizar" a Venezuela ao incluí-los nesta lista, advertiu que estudará "todas as medidas necessárias" para se defender, sem dar maiores detalhes.

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