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Ucrânia reconhece morte de 9 mil soldados nos seis meses de guerra

Na quarta-feira, a Ucrânia celebrará seu dia da independência, que neste ano coincide com seis meses desde a invasão russa

Ucrânia: país reconhece morte de 9.000 soldados nos seis meses de guerra (AFP/AFP)

Ucrânia: país reconhece morte de 9.000 soldados nos seis meses de guerra (AFP/AFP)

A
AFP

22 de agosto de 2022, 13h52

A Ucrânia reconheceu nesta segunda-feira, 22, que cerca de 9 mil soldados ucranianos morreram desde o início da invasão russa há seis meses, em um conflito sem sinais de acabar, que já causou danos humanos e materiais significativos.

"Cerca de 9 mil heróis morreram", disse o comandante-chefe do Exército ucraniano, general Zaluzhny, durante uma manifestação pública.

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Zaluzhny acrescentou que há crianças ucranianas que precisam de atenção especial, porque seus pais foram para o front e "provavelmente estavam entre os 9 mil heróis que morreram".

A declaração do chefe do Exército é a primeira sobre as perdas militares de Kiev desde abril.

Na quarta-feira, a Ucrânia celebrará seu dia da independência, que neste ano coincide com seis meses desde a invasão russa.

"Acho que estamos enfrentando uma guerra em grande escala", disse o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, durante uma coletiva de imprensa no norte da Espanha, na qual anunciou que a União Europeia discutirá a criação de uma grande "organização de treinamento e ajuda" do Exército ucraniano.

Depois de fracassar em sua tentativa de tomar Kiev devido à resistência das tropas ucranianas, Moscou concentrou sua ofensiva no sul e leste do país, onde tenta controlar todo o Donbass, parcialmente ocupado por separatistas pró-russos desde 2014.

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