Mundo

Turquia proíbe difusão de informações sobre morte de embaixador

A proibição durará até o fim da investigação policial e será aplicada tanto às imagens quanto às informações sobre o assassinato

Assassinato: o diplomata Andrei Karlov foi morto durante a inauguração de uma exposição no dia 19 de dezembro (Umit Bektas/Reuters)

Assassinato: o diplomata Andrei Karlov foi morto durante a inauguração de uma exposição no dia 19 de dezembro (Umit Bektas/Reuters)

A

AFP

Publicado em 27 de dezembro de 2016 às 11h51.

Priorizar nos meus resultados Google

Um tribunal turco proibiu a divulgação de informações relacionadas ao assassinato do embaixador russo em Ancara na semana passada, indicou nesta terça-feira a agência de notícias pró-governamental Anadolu.

Diante de várias câmeras de televisão, um policial de 22 anos disparou nove tiros contra o diplomata Andrei Karlov durante a inauguração de uma exposição no dia 19 de dezembro, antes de ser abatido pelas forças de segurança.

A proibição durará até o fim da investigação policial, disse a Anadolu, e será aplicada tanto às imagens do assassinato, muito divulgadas pela imprensa internacional, quanto às informações sobre suspeitos, testemunhas ou vítimas.

O tribunal de Ancara cumpre, assim, uma petição do procurador-geral, que afirmou que a divulgação destas informações poderia prejudicar a investigação e colocar em risco a segurança nacional, explicou a agência.

A proibição chega um dia após o jornal Hurriyet publicar uma longa entrevista da irmã do assassino.

A jovem explica no artigo que seu irmão, Mevlüt Mert Altintas, sofreu "uma lavagem cerebral" ao passar pela escola da polícia.

Segundo o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, Altintas estava vinculado ao movimento do pregador islamita Fethulah Gülen, a quem também atribui o golpe de Estado frustrado de 15 de julho.

Uma acusação questionada pela Rússia, que considera que ainda é muito cedo para tirar este tipo de conclusões.

A Turquia impôs com frequência este tipo de proibições após atentados, alegando a defesa da segurança nacional.

Alguns opositores afirmam que a liberdade de expressão foi diminuindo cada vez mais desde que Erdogan foi eleito presidente, em agosto de 2014, após ter sido primeiro-ministro por 11 anos. Ancara responde que todas as suas decisões respeitam o marco legal turco.

Acompanhe tudo sobre:Ataques terroristasTurquiaRússiaAssassinatosLiberdade de imprensa

Mais de Mundo

Ataque hacker à Binance: como a Coreia do Norte virou 'vilã' dos ataques cibernéticos?

Políticos americanos cobram Rubio sobre fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA

Papa Leão XIV vota pelo correio para eleições de meio de mandato nos EUA

Como ficam as relações entre Brasil e Argentina após Milei ajudar Flávio em fuga?