Mundo

Trump recebeu plano de paz para a Ucrânia, diz jornal

Segundo o jornal The New York Times, o plano foi enviado ao presidente por seu advogado Michael Cohen

Donald Trump: há 3 anos, a Ucrânia atravessa um conflito interno que já deixou cerca de 10.000 mortos (Kevin Lamarque/Reuters)

Donald Trump: há 3 anos, a Ucrânia atravessa um conflito interno que já deixou cerca de 10.000 mortos (Kevin Lamarque/Reuters)

A

AFP

Publicado em 20 de fevereiro de 2017 às 09h09.

Priorizar nos meus resultados Google

O advogado pessoal do presidente Donald Trump entregou a ele um plano de paz para a Ucrânia elaborado por uma equipe não diplomática que indignou as autoridades ucranianas, informou no último sábado o New York Times.

Segundo o Times, o plano foi enviado ao presidente por seu advogado Michael Cohen, que é um de seus homens de confiança e trabalha para ele desde 2007.

O jornal indicou que o deputado ucraniano Andrii Artemenko estaria envolvido na elaboração do documento e encara na presidência de Trump "uma oportunidade para defender um plano de paz para a Ucrânia".

Quando questionado por escrito pelo Times, o embaixador da Ucrânia em Washington, Valeriy Chaly, rejeitou a iniciativa. "É uma violação grosseira da Constituição" ucraniana, afirmou.

"Tais ideias só podem ser lançadas ou apoiadas por pessoas que representam aberta ou secretamente os interesses russos", estimou.

Há 3 anos, a Ucrânia atravessa um conflito interno que já deixou cerca de 10.000 mortos entre as forças governamentais e os separatistas pró-russos que, de acordo com Kiev, são apoiados militarmente pela Rússia, embora Moscou rejeite a acusação.

Artemenko "afirmou ter provas de corrupção cometida pelo presidente ucraniano Petro Porochenko" que "poderiam ajudar a retirá-lo do poder", acrescentou.

O deputado ucraniano "declarou ter recebido para seus projetos o apoio de colaboradores próximos de (Vladimir) Putin", presidente da Rússia, acrescentou o jornal.

Dias atrás, o The New York Times relatou que membros da equipe de Trump estavam em contato com autoridades russas durante a campanha presidencial.

No entanto, Trump e a Casa Branca negaram as alegações do jornal.

A inteligência americana informou que a Rússia interferiu na campanha eleitoral dos Estados Unidos e que, em grande medida, apoiou o candidato republicano, que venceu.

Segundo as informações divulgadas pelo jornal, Cohen é casado com uma ucraniana, vive na Trump Tower em Manhattan e é assessor especial do chefe de Estado desde 2007.

Acompanhe tudo sobre:Estados Unidos (EUA)Donald TrumpUcrânia

Mais de Mundo

Trump admite que deportação em massa de imigrantes foi 'dura demais'

Conselho da Nvidia investiga espionagem chinesa após CEO admitir caso extraconjugal

Trump diz que novos ataques contra Irã são 'altamente improváveis'

Eisenkot alerta para 'crise histórica' em Israel e cobra coalizão ampla contra Netanyahu