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Trump diz que países europeus estão dispostos a repatriar membros do EI

Casa Branca, Departamento de Estado e Pentágono não esclareceram a que países o presidente se referiu no Twitter

Trump: presidente não disse quais são os países europeus que mencionou nos tuítes (Chip Somodevilla/Getty Images)

Trump: presidente não disse quais são os países europeus que mencionou nos tuítes (Chip Somodevilla/Getty Images)

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EFE

Publicado em 18 de outubro de 2019 às 15h56.

Washington — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira que alguns governos europeus estão dispostos a receber de volta cidadãos de seus respectivos países presos por integrar o grupo terrorista Estado Islâmico (EI).

"Acabo de ser notificado que alguns países europeus agora estão dispostos, pela primeira vez, a receber combatentes do EI que vêm dessas nações. Isso é uma boa notícia, mas eles deveriam tê-los recebido quando nós os capturamos. Em qualquer caso, é um grande progresso", escreveu Trump no Twitter.

Questionados pela Agência Efe, a Casa Branca, o Departamento de Estado e o Pentágono não esclareceram a que países o presidente se referiu no Twitter. Caso a notícia se confirme, a decisão representaria uma grande guinada na política adotada pela Europa até agora.

Além disso, Trump explicou que tinha conversado por telefone com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e que ouviu que há o desejo por parte dos turcos de que o cessar-fogo estabelecido ontem funcione.

"Ele (Erdogan) quer que o cessar-fogo funcione. Do mesmo modo, os curdos também o querem e que uma solução definitiva ocorra. Há boa vontade das duas partes e uma boa oportunidade de sucesso", afirmou o Trump.

Sem dar detalhes, o presidente americano ainda disse que os combatentes do EI presos no nordeste da Síria estão duplamente protegidos pelos curdos e pela Turquia.

O governo dos EUA pediu em repetidas ocasiões que os países da União Europeia (UE) recebessem de volta jihadistas europeus que são mantidos em presídios no norte da Síria sob a custódia das Forças da Síria Democrática (SDF), uma aliança armada liderada pelas milícias curdas.

Desde que a Turquia lançou uma ofensiva contra as milícias curdas no dia 9 de outubro, os curdos tiveram que reduzir o número de soldados que protegem essas prisões. Além disso, eles suspenderam todas as atividades contra o grupo terrorista para se concentrar na resposta aos ataques turcos.

Segundo as Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG), que lideram a SDF, há cerca de 12 mil prisioneiros do EI sob o controle do grupo. Entre eles há combatentes de diferentes nacionalidades, como espanhóis, franceses, alemães, belgas e britânicos.

Como até o momento os países europeus se recusaram a recebê-los de volta, alguns dos jihadistas foram julgados no Iraque. A Human Rights Watch (HRW) diz que houve julgamentos fraudulentos e que alguns menores de idade receberam as mesmas penas que os adultos. EFE

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