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Os Estados Unidos indiciaram, nesta sexta-feira (14), Los Chapitos, filhos do traficante de drogas Joaquín "El Chapo" Guzmán, por tráfico de fentanil, e fornecedores chineses de componentes químicos necessários para a fabricação desse opioide

"O Departamento da Justiça ataca todos os aspectos das operações do cartel" de Sinaloa, disse o procurador-geral Merrick Garland em uma coletiva de imprensa, na qual citou uma investigação sobre o tráfico de fentanil que resultou em dezenas de réus.

O tribunal apresenta acusações contra "os líderes do Cartel (Sinaloa), conhecido como 'Los Chapitos'", disse ele.

"Dois dos acusados, Iván Archivaldo Guzmán Salazar e Jesús Alfredo Guzmán Salazar, líderes do Cartel, junto com Ovidio Guzmán López, indiciado em uma acusação separada, também revelada hoje, por seu papel em atividades de fabricação e tráfico para o Cartel", detalhou.

A acusação formal também inclui o nome de outro "Chapito", Joaquín Guzmán López.

Paralelamente, o Departamento de Estado ofereceu uma recompensa de US$ 10 milhões (cerca de R$ 49 milhões) pela captura de Iván e Jésus.

A operação também teve como alvo fornecedores na China de componentes químicos, um intermediário com sede na Guatemala que compra essas substâncias em nome do cartel, operadores de laboratórios clandestinos no México — onde o fentanil é fabricado —, um fornecedor de armas, membros do cartel "que aterrorizam as comunidades" e vários envolvidos em lavagem de dinheiro, disse Garland.

Crise dos opioides

Oito dos acusados estão presos e "pediremos sua extradição aos Estados Unidos para que sejam julgados em um tribunal federal", disse, acrescentando que trabalha "estreitamente" com o governo mexicano.

Os Estados Unidos enfrentam uma crise devastadora de opioides. Desde agosto de 2021 até o mesmo mês em 2022, 107.735 pessoas morreram de overdose da droga no país, dois terços delas, por opioides sintéticos, principalmente fentanil.

Entre 2019 e 2021, as overdoses fatais aumentaram em aproximadamente 94% nos EUA, onde cerca de 196 pessoas morrem diariamente por intoxicação pela substância.

De acordo com a acusação pública do Distrito Sul de Nova York, o Cartel de Sinaloa "é o grande responsável pelo aumento do fentanil nos Estados Unidos nos últimos oito anos", afirmou o procurador-geral.

Através de uma "rede complexa", o cartel inicialmente negocia a venda e o envio dos componentes químicos do fentanil, obtidos em grande parte na China, a laboratórios clandestinos no México, onde a droga era fabricada e guardada por traficantes "que brutalizam e aterrorizam" os mexicanos, contou Garland.

Dos laboratórios, os traficantes transportam o fentanil do México para os Estados Unidos, "onde é vendido no atacado para outras organizações criminosas", especificou.

Fornecedores da China

Antes da revenda, essas organizações frequentemente "misturam pó de fentanil com outras drogas, como cocaína e heroína" e também "vendem frequentemente pílulas de fentanil como analgésicos falsificados", de modo que "muitos americanos não sabem que estão comprando e se envenenando com o fentanil", disse ele.

O governo chinês "deve interromper o fluxo descontrolado de produtos químicos precursores de fentanil para fora da China", disse Garland.

Na manhã desta sexta-feira, o Departamento do Tesouro impôs sanções a duas empresas chinesas e cinco pessoas supostamente envolvidas na venda de componentes químicos do fentanil da China para o Cartel de Sinaloa.

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