Mundo

Sudão e Sudão do Sul chegam a acordo para vendas de petróleo

Os líderes dos países africanos vizinhos chegaram a um acordo depois de quatro dias de negociações na capital da Etiópia, Adis Abeba, disseram as delegações


	Sudão: a ONU havia fixado 22 de setembro como prazo para um acordo
 (Wikimedia Commons)

Sudão: a ONU havia fixado 22 de setembro como prazo para um acordo (Wikimedia Commons)

DR

Da Redação

Publicado em 26 de setembro de 2012 às 22h30.

Priorizar nos meus resultados Google

Adis Abeba - O Sudão e o Sudão do Sul chegaram a um acordo de segurança fronteiriça nesta quarta-feira que permitirá a retomada das exportações de petróleo do Estado do sul através do vizinho do norte, disseram porta-vozes de ambas as partes.

Os líderes dos países africanos vizinhos chegaram a um acordo depois de quatro dias de negociações na capital da Etiópia, Adis Abeba, disseram as delegações.

O presidente sudanês, Omar Hassan al-Bashir, e seu homólogo do Sudão do Sul, Salva Kiir, se reuniram seis vezes desde o domingo em busca de um acordo-chave para reanimar suas economias, depois que seus Exércitos estiveram perto de uma guerra declarada em torno de uma disputada fronteira em abril.

A União Africana trabalhou para mediar o acordo e o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) havia advertido sobre sanções contra ambos os Estados caso não chegassem a uma saída consensual.

A ONU havia fixado 22 de setembro como prazo para um acordo, mas estendeu informalmente até o fim da cúpula em Adis Abeba.

O acordo, que estabelece uma zona desmilitarizada de 10 quilômetros em ambos os lados da fronteira, permitirá reiniciar as exportações de petróleo desde o sul através do norte até os portos do Mar Vermelho.

O Sudão do Sul paralisou seu bombeamento de 350 mil barris de petróleo por dia em janeiro por uma disputa com seu vizinho sobre as tarifas de trânsito.

Acompanhe tudo sobre:PetróleoGuerrasÁfricaEnergiaSudão

Mais de Mundo

Protestos na França impulsionam campanha de Marine Le Pen à presidência

Inflação nos EUA pode pressionar Fed e derrubar ações e títulos, alerta Gavekal

Agência Internacional de Energia descarta normalização do mercado de petróleo em 2027

Novo acordo de combustíveis entre Trump e Putin pode prejudicar a Ucrânia