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Sinopharm faz acordo com Emirados Árabes para fabricar milhões de doses

Os Emirados Árabes Unidos agora são o primeiro país no Golfo com uma fábrica para a produção de vacinas contra o coronavírus

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 (Oliver Bunic/Bloomberg)

(Oliver Bunic/Bloomberg)

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Sylvia Westall, Adveith Nair e Farah Elbahrawy, da Bloomberg

Publicado em 29 de março de 2021 às, 14h51.

Última atualização em 29 de março de 2021 às, 15h13.

A China fechou uma parceria com os Emirados Árabes Unidos para produzir milhões de vacinas da estatal Sinopharm. Com o acordo, o imunizante será fabricado no exterior pela primeira vez, aumentando a influência do governo de Pequim no Oriente Médio.

A joint venture recém-criada entre a Sinopharm CNBG e o G42, com sede em Abu Dhabi, tem como objetivo produzir até 200 milhões de doses anuais em uma fábrica que entrará em operação neste ano, disseram as empresas. A produção em menor escala já começou em uma unidade da Gulf Pharmaceutical Industries, com capacidade de 2 milhões de doses por mês.

Os Emirados Árabes Unidos agora são o primeiro país no Golfo com uma fábrica para a produção de vacinas contra o coronavírus, o que ajuda seus esforços para se tornar um centro de abastecimento para o Oriente Médio e outras regiões. O G42, que se descreve como uma empresa de inteligência artificial e computação em nuvem, ajudou a conduzir os ensaios da vacina da Sinopharm no país no ano passado.

Desde então, os Emirados Árabes Unidos têm conduzido uma das campanhas de vacinação mais rápidas do mundo. A maioria das pessoas tem recebido a vacina chinesa. O imunizante fabricado localmente será chamado de Hayat-Vax hayat significa vida em árabe e é a mesma vacina da Sinopharm aprovada nos Emirados Árabes Unidos no ano passado.

“Graças à estreita colaboração com os Emirados Árabes Unidos, a vacina da Sinopharm já foi administrada a milhões de pessoas no país, na região e no mundo, em um passo fundamental para derrotar este vírus”, disse o presidente do conselho da Sinopharm, Liu Jingzhen, em comunicado.

Centro de abastecimento

Embora os Emirados Árabes Unidos tenham aprovado vacinas da Pfizer e da AstraZeneca, bem como a Sputnik V da Rússia, seu programa de vacinação tem se apoiado na Sinopharm, dada a disponibilidade anterior e o potencial de produzir localmente, algo essencial para as aspirações do país de se tornar um centro de abastecimento.

“Acredito que haja grande demanda na região agora”, disse o CEO do G42, Group, Peng Xiao, em entrevista à Bloomberg TV. “Estamos conversando com mais de 20 países da região muito interessados ​​em acessar a vacina.” As negociações também estão em andamento com países da Ásia Central e Sudeste, Europa Oriental, África e América Latina, disse.

Vinte e sete países aprovaram a vacina da Sinopharm contra a covid-19

Em ensaios de estágio final nos Emirados Árabes Unidos, a vacina da Sinopharm mostrou 86% de eficácia na prevenção de infecções, enquanto resultados submetidos na China indicaram eficácia de 79,34%. Os Emirados Árabes Unidos administraram uma terceira dose a um “pequeno número” de pessoas que não desenvolveram anticorpos após as duas primeiras doses da Sinopharm, segundo relatado pelo jornal The National este mês.

“Duas injeções são perfeitamente eficazes e seguras. No entanto, notamos que há um pequeno grupo que não responde tão fortemente com duas doses, então há testes em andamento para verificar se uma terceira dose pode ajudá-los ou não”, disse Peng Xiao. “Além disso, também estamos testando se uma terceira dose pode ajudar a proteger contra as novas mutações ao nosso redor.”

A vacina da Sinopharm pode ser transportada e armazenada em temperaturas normais de refrigeração, tornando-a uma candidata para o mundo em desenvolvimento. A capacidade de produção anual da empresa para vacinas contra a covid deve chegar a 3 bilhões de doses, disse o jornal People’s Daily no início do mês. Segundo o jornal, cerca de 60 milhões das 100 milhões de doses que a Sinopharm distribuiu na China e no exterior foram administradas.

Com a colaboração de Shaji Mathew, Desley Humphrey, Jeremy Diamond, Manus Cranny e Yousef Gamal El-Din.

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