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Promotoria prepara denúncia contra Ecclestone por suborno

O jornal "Süddeutsche Zeitung" revela na sua edição desta quarta-feira que os promotores estão fechando o cerco em torno de Ecclestone


	Bernie Ecclestone, da Formula One Management: segundo o "Süddeutsche Zeitung", os promotores de Munique não estão dispostos a firmar um acordo com Ecclestone
 (Getty Images)

Bernie Ecclestone, da Formula One Management: segundo o "Süddeutsche Zeitung", os promotores de Munique não estão dispostos a firmar um acordo com Ecclestone (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 26 de setembro de 2012 às 14h53.

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Berlim - A promotoria de Munique está preparando denúncia contra o presidente da FOM (Formula One Management) e da FOA (Formula One Administration), Bernie Ecclestone, por suposto suborno a um executivo do banco de crédito estatal BayernLB, que chegaria a 44 milhões de euros.

O jornal "Süddeutsche Zeitung" revela na sua edição desta quarta-feira que os promotores estão fechando o cerco em torno de Ecclestone, contando com o respaldo do subornado, Gerhard Gribkowsky, que estaria disposto a declarar que o chefão da Fórmula 1 sabia que estava se envolvendo com um funcionário do Estado.

O servidor público, antigo diretor do BayernLB, foi condenado em junho pelo Tribunal de Munique a oito anos de prisão por suborno, desvio de dinheiro e fraude fiscal. Gribkowsky confessou todos os crimes.

Segundo o tribunal, Gribkowsky recebeu em 2006 a incumbência do BayernLB, de vender as ações nas empresas que gerem a Fórmula 1. Ecclestone queria acabar com a ligação com o banco alemão, com a justificativa de que os parceiros não entenderiam do negócio do automobilismo, conforme explicou o promotor do caso, Christoph Rodler.

Ele conseguiu, com a ajuda de Gribkowsky que o banco alemão vendesse suas ações ao investidor que ele queria: a CVC. O pagamento teria sido feito através de uma fundação no nome da esposa do executivo, via empresas fantasmas em países do Caribe e do Oceano Índico.

Segundo o "Süddeutsche Zeitung", os promotores de Munique não estão dispostos a firmar um acordo com Ecclestone para que o dirigente se livre da prisão em troca de pagamento de indenização. 

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