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Presença de tropas americanas no Afeganistão não será duradoura, diz EUA

O secretário de Defesa, que ressaltou as tréguas entre talibãs e governo nos últimos meses, se mostrou otimista sobre uma solução política ao conflito

Soldados: no início do ano, Trump anunciou que pretende tirar as tropas americanas do Afeganistão em breve (Andrew Renneisen/Getty Images)

Soldados: no início do ano, Trump anunciou que pretende tirar as tropas americanas do Afeganistão em breve (Andrew Renneisen/Getty Images)

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EFE

Publicado em 28 de agosto de 2018 às 14h53.

Washington - O Pentágono reiterou nesta terça-feira que a presença de tropas americanas no Afeganistão não será duradoura, mas enfatizou a importância delas na região para evitar novos atentados nos Estados Unidos, como os de 11 de setembro de 2001.

"Estamos lá para garantir que os Estados Unidos não sejam ameaçado daquele lugar. Basta lembrar os atentados que aconteceram em Nova York ou aqui mesmo", disse o secretário de Defesa, James Mattis, em rara entrevista coletiva no Pentágono.

Na entrevista, ele estava acompanhado do chefe do Estado Maior Conjunto do Exército dos Estados Unidos, o general Joseph Dunford, que reforçou este pensamento.

"Não acho que as nossas tropas no Afeganistão representem uma missão longa", ressaltou Dunford, que disse que o compromisso de fato dos Estados Unidos com aquele país é a "representação diplomática".

Mattis afirmou que quando o governo americano revisou a sua estratégia para a região, em agosto do ano passado, estava ciente de que atingir esse objetivo "levaria tempo". No início deste ano, o presidente Donald Trump anunciou a intenção de tirar às tropas americanas do Afeganistão e usou a expressão "em breve" para isso.

O secretário de Defesa, que ressaltou a importância de duas tréguas entre talibãs e governo local nos últimos meses, se mostrou otimista sobre "uma solução política" ao conflito. No entanto, vinculou a saída definitiva das tropas americanas de países como Afeganistão, Síria e Iraque, a duas condições.

"Primeiro, temos que destruir o Estado Islâmico. Depois, temos que treinar as tropas locais", apontou.

No caso da Síria, segundo ele, existe ainda um terceiro passo que seria um resultado ao processo de paz liderado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para acabar com a guerra civil.

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