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Oposição tentará derrubar May se acordo do Brexit perder votação

Primeira-ministra está tentando convencer os legisladores e a população sobre as vantagens do acordo que ela estabeleceu com Bruxelas

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Theresa May (Matt Dunham/Reuters)

Theresa May (Matt Dunham/Reuters)

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EFE

Publicado em 2 de dezembro de 2018 às, 16h28.

Última atualização em 2 de dezembro de 2018 às, 16h35.

Londres - O Partido Trabalhista do Reino Unido impulsionará uma moção de censura contra o governo da conservadora Theresa May se o parlamento rejeitar seu acordo do Brexit em 11 de dezembro, revelou neste domingo o porta-voz da oposição para a saída da União Europeia (UE), Keir Starmer.

"Parece-me que se a primeira-ministra perder uma votação dessa relevância, então surge uma questão de confiança no governo", disse Starmer ao programa "Sophy Ridge on Sunday" da emissora "Sky News".

"Acredito que seria inevitável que promovêssemos isso. Obviamente, depende do que vai ocorrer nestes nove dias, da resposta, mas, se (May) perder uma votação dessa relevância depois de dois anos de negociações, o correto seria a realização de eleições gerais", afirmou o porta-voz.

Starmer opinou que, se May perdesse essa eventual moção de censura no parlamento, deveria renunciar e convocar eleições, tal como contempla a Lei de Mandatos Parlamentares Fixos de 2011, que estabelece que as eleições gerais acontecem a cada cinco anos.

As próximas eleições britânicas estão previstas para 2022, depois que May, que chegou ao poder em 2016 sem passar pelas urnas, convocou em junho de 2017 um pleito antecipado, no qual perdeu a maioria absoluta no parlamento.

O presidente do Partido Conservador, Brandon Lewis, acusou hoje os trabalhistas de tentarem "perturbar" o Brexit e o país.

May está tentando convencer os legisladores e a população sobre as vantagens do acordo que ela estabeleceu com Bruxelas, que suscitou grande oposição dentro e fora de seu partido.

Os trabalhistas também ameaçaram hoje promover uma moção por desacato ao parlamento contra o governo, depois que este se recusou a publicar toda a análise legal recebida sobre o acordo, como lhe ordenou que fizesse a Câmara dos Comuns.

Paralelamente, 17 deputados de todos os partidos defenderam em uma carta aberta publicada no jornal "The Guardian" a realização de outro referendo, depois do que deu a vitória ao Brexit em junho de 2016. EFE

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