ONG denuncia que metade dos libertados na Venezuela era de presos comuns

Segundo advogado, no grupo, há vários detentos que cometeram estelionato, sequestro e roubo ou que faziam parte de grupos civis armados pelo governo

Uma ONG de defesa dos direitos humanos denunciou nesta segunda-feira que apenas metade das 80 detentos libertados pelo governo venezuelano nos últimos dias eram "presos políticos".

"Saíram 38 presos políticos. Os demais são presos comuns", disse à AFP Gonzalo Himiob, diretor do Fórum Penal, que defende opositores detidos.

Segundo o advogado José Vicente Haro, no grupo há vários detentos que cometeram estelionato, sequestro e roubo, ou que faziam parte dos "colectivos" - grupos civis armados pelo governo.

"Inflaram os números para a comunidade internacional", afirmou Haro, que representa um dos libertados.

No final de semana, o governo libertou 80 presos como parte das promessas do presidente Nicolás Maduro por sua questionada reeleição em 20 de maio.

Entre os beneficiados pela medida estão o ex-prefeito Daniel Ceballos, o general aposentado Ángel Vivas e o suplente de deputado Gilber Caro.

Também foi beneficiado Raúl Emilio Baduel, filho do general preso Raúl Isaías Baduel, antigo aliado de Hugo Chávez e rebaixado por Maduro em março por suposta conspiração.

Os opositores libertados devem cumprir medidas cautelares que incluem a proibição de saída do país. Muitos ficam proibidos de falar com a imprensa.

A ONG Fórum Penal, que contabilizava 357 "presos políticos" antes dessas libertações, questiona que enquanto Maduro liberta alguns, outros são detidos

"Dissemos à comunidade internacional que esteja atenta a esse efeito porta giratória", declarou o diretor da ONG, Alfredo Romero, que denunciou que na última semana houve 22 detenções.

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