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Libéria envia arroz e água para bairro isolado pelo ebola

Bairro de West Point foi isolado na quarta numa tentativa de interromper a disseminação do vírus que causa o ebola


	Mulher e trabalhadores usando roupa de proteção contra o ebola, em Monróvia, Libéria
 (2Tango/Reuters)

Mulher e trabalhadores usando roupa de proteção contra o ebola, em Monróvia, Libéria (2Tango/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 21 de agosto de 2014 às 18h54.

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Monróvia - Centenas de moradores de West Point, em Monróvia, capital da Libéria, fizeram fila nesta quinta-feira, 21, para receber água e arroz de funcionários do governo.

O bairro, que fica numa península da cidade, foi isolado na quarta-feira numa tentativa de interromper a disseminação do vírus que causa o ebola.

As forças de segurança ergueram barricadas de arame farpado para impedir que pessoas saíssem e entrassem no bairro, que é um dos mais pobres da capital.

Os moradores entraram em confronto com policiais e soldados horas depois do fechamento do acesso ao local, irritados por terem sido impedidos e ir às compras e a seus locais de trabalho. Nesta quinta-feira, porém, a situação estava calma.

"O bairro estava calmo ontem à noite, mas o que precisamos agora é de comida", disse o morador Richard Kieh à Associated Press na manhã desta quinta. Durante a tarde, funcionários do governo chegaram com sacos de arroz, água e óleo de cozinha.

Centenas de moradores ansiosos fizeram fila no local de distribuição e autoridades disseram que a operação poderia levar o dia inteiro.

O Programa Mundial de Alimentos, da Organização das Nações Unidas (ONU) informou que também iniciará a distribuição de comida na região nos próximos dias.

Pelo menos 50 mil pessoas vivem na península de um quilômetro de extensão onde água é levada por carrinhos de mão e falta saneamento básico.

Os confrontos de quarta-feira deixaram pelo menos três pessoas feridas e foram mostrados pela emissora local de televisão. Um toque de recolher noturno, imposto em todo o país na noite de quarta-feira, também foi colocado em vigor como medida para tentar controlar o surto da doença.

Funcionários da Organização Mundial da Saúde (OMS) visitaram dois hospitais em Monróvia nesta quinta-feira, locais onde são tratados pacientes com ebola e onde as equipes lutam para lidar com a chegada de novos doentes.

Três funcionários da área da saúde da Libéria recebem o medicamento usado por dois trabalhadores humanitários norte-americanos que se recuperaram da doença nos Estados Unidos.

Segundo o Ministério de Informação liberiano, o trio, os únicos africanos a receber a droga, mostram "sinais muito positivos de recuperação".

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