Mundo

Kremlin e companhia aérea russa não excluem atentado

Segundo empresa, não está descartada a possibilidade de avião que caiu no Egito ter sido alvo de um ataque terrorista.


	Parentes choram com notícias sobre acidnete aéreo envolvendo avião russo
 (REUTERS/Peter Kovalev)

Parentes choram com notícias sobre acidnete aéreo envolvendo avião russo (REUTERS/Peter Kovalev)

DR

Da Redação

Publicado em 2 de novembro de 2015 às 09h27.

Moscou - O Kremlin e a companhia aérea MetroJet (Kogalymavia), proprietária do avião acidentado no Egito, não excluíram nesta segunda-feira nenhuma hipótese, incluído um atentado terrorista, como causa da tragédia, embora advertiram que seja cedo para tirar conclusões.

"Agora não se pode descartar nenhuma versão", disse o porta-voz do Kremlim, Dmitri Peskov, perguntado pelos jornalistas sobre se contemplava a possibilidade de um ataque terrorista.

Porém, Peskov se mostrou cauteloso quando disse que "a investigação só está começando...é preciso esperar pelo menos os primeiros resultados".

Quase simultaneamente, diretores da companhia aérea acidentada asseguraram hoje que a única causa possível para que o Airbus A321 se desintegrasse no ar é "uma ação mecânica exterior", e afirmaram que os pilotos perderam totalmente o controle do aparelho antes de começar a queda.

"A única causa que pode explicar é uma ação mecânica exterior na aeronave", disse em entrevista coletiva o vice-diretor geral da companhia para voos, Alexander Smirnov.

"Não pode haver tal conjunção de erros de sistemas que levem o avião a se desintegrar no ar", acrescentou.

Smirnov ressaltou que "inclusive em caso de uma despressurização súbita, os pilotos poderiam colocar as máscaras de oxigênio, e os passageiros também".

Perguntado sobre a possibilidade de um ataque terrorista, Peskov afirmou que "pode ter sido qualquer coisa", embora tenha pedido para esperar os resultados das investigações.

Por outro lado, o Airbus voava descontrolado antes de cair no Sinai, afirmou o vice-diretor técnico, Andrei Averianov, na mesma entrevista coletiva.

Averianov disse que de acordo com a informação do sistema de acompanhamento, "o avião reduziu a velocidade mais de 300 km/h em menos de um minuto e simultaneamente perdeu 1,5 quilômetros de altitude".

"Um avião não pode voar nesse regime, e menos um avião de passageiros ou de carga. Isto significa que a aeronave voava de maneira descontrolada, e não estava voando, mas caindo", assinalou.

Averianov também explicou que o Airbus seguramente estava já seriamente danificado antes de cair contra o solo.

"Antes do A-321 cair, é muito provável que sofreu um dano considerável em sua construção o que não lhe permitiria voar, e obviamente, no momento de começar a situação catastrófica, a tripulação perdeu totalmente o controle", disse.

"Isso explicaria por que não houve tentativas de informar sobre uma emergência a bordo", acrescentou

No próprio sábado, horas após cair o avião com 224 pessoas uma meia hora após decolar de Sharm el-Sheikh com destino a São Petersburgo, tanto Rússia como Egito descartaram a possibilidade de um ataque terrorista. EFE

Acompanhe tudo sobre:acidentes-de-aviaoÁsiaAtaques terroristasEuropaRússiaTerrorismo

Mais de Mundo

Trump pede apoio de evangélicos nas eleições de novembro

Bombardeio aéreo russo atinge prédio residencial e deixa três mortos e 37 feridos, afirma Ucrânia

Egito quer penalizar empresas turísticas pelas mortes de peregrinos em Meca

Governo colombiano inicia diálogo com dissidência das Farc

Mais na Exame