Japão protesta contra China por extração ilegal de gás

Operação aconteceu em um campo que é alvo de disputa entre os dois países

Tóquio - O Japão protestou nesta quarta-feira contra a China pela suposta perfuração e extração de gás natural em um campo submarino no Mar da China Oriental. As autoridades japonesas argumentaram que a medida viola um acordo bilateral para desenvolver conjuntamente os recursos de gás na área disputada.

O secretário da chefia de gabinete do governo japonês, Osamu Fujimura, disse à imprensa que o Japão decidiu fazer o protesto após uma chama ter sido vista saindo de uma torre, sobre um depósito submarino de gás natural. Não é a primeira vez que o Japão faz uma reclamação deste tipo.

Fujimura disse que as labaredas foram vistas no campo conhecido como Kashi - e que o Japão protestou contra a China na terça-feira sobre o movimento suspeito de extração de gás natural do campo. "Há grande possibilidade de que a China venha extraindo (gás natural) desde setembro de 2005", disse o secretário, ressaltando que a exploração unilateral do campo de gás não é "permitida", pois não há acordo entre Tóquio e Pequim sobre a fronteira marítima em questão.

Um funcionário da chancelaria chinesa disse mais tarde nesta quarta-feira que Pequim justificou sua atividade no Mar da China Oriental, ao repetir a reivindicação de que a China possui a soberania da área marítima. Alguns dias antes, a China acusou o Japão de ter nomeado um grupo de ilhotas desabitadas, perto das águas disputadas pelos dois países. Quatro das ilhas estão no arquipélago Senkaku (ou Diaoyu, em chinês), no Mar da China Oriental. As ilhas também são reivindicadas por Taiwan.

Pequim disse que o fato do governo japonês nomear as ilhotas é "ilegal e inválido" afirmou o ministério do Exterior chinês, cujo funcionário falou sob anonimato. O gabinete do governo japonês disse que usará os nomes nos seus novos mapas oficiais, acrescentando que as ilhotas estão dentro da zona econômica da fronteira marítima japonesa. As ilhas são cercadas por águas ricas em pescados e têm sido ocupadas, por vezes, por nacionalistas de ambas as partes.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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