Mundo

Empresas envolvidas em corrupção devem ser punidas, diz procuradora

São Paulo - A responsabilização das empresas, e não apenas dos seus executivos, foi apontada como instrumento fundamental para o combate à corrupção pela procuradora da Seção de Fraudes do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Kathleen Hamann. "O propósito de criminalizar uma empresa é interromper a conduta [ilícita] e impedir futuras violações da lei", […]

EXAME.com (EXAME.com)

EXAME.com (EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h42.

Priorizar nos meus resultados Google

São Paulo - A responsabilização das empresas, e não apenas dos seus executivos, foi apontada como instrumento fundamental para o combate à corrupção pela procuradora da Seção de Fraudes do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Kathleen Hamann.

"O propósito de criminalizar uma empresa é interromper a conduta [ilícita] e impedir futuras violações da lei", ressaltou ela, durante a Conferência Latino-Americana de Responsabilidade Corporativa na Promoção da Integridade e no Combate a Corrupção.

De acordo com ela, a apuração de irregularidades envolvendo empresas transnacionais é ainda mais delicada. Com subsidiárias e negócios em diversas partes do mundo, elas têm “relações complexas” em seus negócios e com os governos. “É difícil rastrear o dinheiro, ter acesso aos livros de registro.”

A procuradora alertou ainda que as investigações sobre grandes empresas exigem precauções. Isso porque, assinalou, a veiculação pela mídia sobre suspeitas, principalmente se envolver corrupção, pode causar prejuízos a uma determinada companhia. “Quando começo uma investigação, tenho que estar ciente do impacto sobre os funcionários, acionistas e clientes daquela companhia”.

Outra questão importante, segundo Kathleen, refere-se à sanção a aplicar sobre a empresa corruptora. A lei norte-americana, lembrou ela, permite penas que podem falir a empresa.

O Chile aprovou recentemente uma lei que permite a punição de empresas por crimes de corrupção. Segundo chefe de gabinete do Ministério da Justiça chileno, Germán Subercaseaux, a legislação é importante porque grande parte dos investimentos em infraestrutura no país é realizado por meio de concessões.

No Brasil, o governo federal encaminhou em fevereiro um projeto de lei que prevê a responsabilização civil e administrativa de empresas envolvidas em corrupção.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasCorrupçãoEscândalosFraudesProcessos judiciais

Mais de Mundo

Itália autoriza prisão de adolescentes de 14 anos em protestos após violência nas ruas

Itamaraty critica falas de Milei sobre suposta fraude no 2º turno das eleições

Sucessão na ONU: na estreia das cédulas do veto, os três favoritos são barrados

Protestos na França impulsionam campanha de Marine Le Pen à presidência