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Remy Sharp
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Na eleição presidencial da Turquia neste domingo, 28, o atual presidente Recep Tayyip Erdogan segue na liderança, de acordo com resultados preliminares. Com 99,08% das cédulas apuradas, Erdogan obteve 52,07% dos votos, enquanto Kemal Kilicdaroglu, líder da oposição, acumulou 47,93%.

Estes dados, ainda não oficiais, são oriundos da agência estatal Anadolu, que também relata uma participação eleitoral de 85,41%. Erdogan, buscando prorrogar seu mandato, instou seus apoiadores a permanecerem vigilantes nas urnas.

“É o momento de proteger a vontade do povo, altamente estimada”, publicou Erdogan no Twitter. Todo cidadão turco tem o direito de acompanhar a contagem dos votos, uma tradição local.

Faik Oztrak, porta-voz do Partido Republicano do Povo (CHP), a principal oposição, enviou uma mensagem cautelosa a Erdogan. "Ninguém deve turvar as águas com discursos precipitados", advertiu Oztrak, apontando para a necessidade de aguardar resultados oficiais.

Na primeira rodada de votação, em 14 de maio, Erdogan conquistou uma vantagem de quase cinco pontos sobre Kilicdaroglu, mas não alcançou os 50% necessários para a vitória. Contudo, seu bloco parlamentar ganhou a maioria das cadeiras na corrida do mesmo dia. Erdogan, que votou em Istambul, reafirmou a importância democrática desta eleição para a Turquia.

Estratégia de Erdogan para vencer a eleição

Erdogan é favorito mesmo diante da disparada na inflação e do congelamento da taxa de juros. Seu partido já conquistou a maioria no parlamento, e o candidato que ficou em terceiro lugar no primeiro turno, Sinan Ogan, que obteve 5,2% dos votos, declarou apoio ao atual presidente.

Como estratégia para enfraquecer o opositor, Erdogan tem apostado em pintar Kilicdaroglu como próximo ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) para enfraquecê-lo entre os nacionalistas religiosos.

Para o colunista da EXAME, Maurício Moura, é importante esmiuçar os motivos da popularidade de Erdogan. Em sue recente artigo na edição de maio da revista, o CEO do IDEIA Big Data escreve que  o primeiro pilar da estratégia de Erdogan é a aposta pesada no populismo econômico, conhecido na Turquia como "Erdonomics".

"Ao contrário da governança macroeconômica básica, o presidente da Turquia escolheu, via política, forçar uma queda das taxas de juro com a inflação em constante alta." Ele cita como exemplo o programa de crédito imobiliário a juros irrisórios e a aprovação de uma lei que permitiu 2 milhões de turcos a anteciparem suas aposentadorias.

Erdogan também mirou seus esforços no eleitorado mais conservador com uma narrativa pró-islâmica alimentada por ele. Esse eleitorado fica fora dos grandes centros urbanos e se sentia excluído pela elite secular que governou a Turquia por décadas, observa Moura. 

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