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Coalizão árabe ordena investigação de bombardeio no norte do Iêmen

A medida foi tomada depois que o comando da coalizão seguiu o que a imprensa e algumas organizações humanitárias divulgaram sobre o bombardeio

A maioria das vítimas eram alunos de uma escola corânica que viajavam em um ônibus para atividades de verão (Naif Rahma/Reuters)

A maioria das vítimas eram alunos de uma escola corânica que viajavam em um ônibus para atividades de verão (Naif Rahma/Reuters)

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EFE

Publicado em 10 de agosto de 2018 às 16h14.

Riad - A coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita ordenou nesta sexta-feira o início das investigações do bombardeio que deixou 51 mortos, a maioria crianças, e 79 feridos ontem na província iemenita de Saada.

"O comando da coalizão comunicou imediatamente para a Equipe Conjunta para a Avaliação de Incidentes verificar as circunstâncias e os procedimentos" do ataque, indicou a agência oficial de notícias saudita "SPA", que citou um representante de alta categoria da aliança que não se identificou.

A fonte explicou que essa medida foi tomada depois que o comando da coalizão seguiu "o que a imprensa e algumas organizações humanitárias que operam no Iêmen divulgaram" sobre o bombardeio.

O bombardeio da coalizão árabe teve como alvo veículos em um mercado de Saada. A maioria das vítimas eram alunos de uma escola corânica que viajavam em um ônibus para atividades de verão, segundo diversas fontes.

O representante saudita ressaltou o compromisso "constante" da coalizão em investigar todos os incidentes relacionados com denúncias de irregularidades e violações do direito internacional, assim como julgar os responsáveis e compensar as vítimas.

A equipe de Avaliação de Incidentes, criada pela coalizão em janeiro de 2016, é formada por um presidente e 13 membros dos países da aliança e costuma investigar os fatos resultantes das operações da coalizão no Iêmen.

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