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Chesf domina leilão de transmissão com forte deságio

Ligada a Eletrobras, empresa venceu com deságio médio de 50,9%

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O leilão negociou linhas de transmissão e subestações (Divulgação)

O leilão negociou linhas de transmissão e subestações (Divulgação)

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Carolina Marcondes

Publicado em 10 de outubro de 2010 às, 03h38.

São Paulo - A Chesf, da Eletrobras, dominou o leilão de transmissão de energia elétrica promovido nesta sexta-feira pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A estatal venceu os três lotes disputados, com deságio médio de 50,9 por cento.

Os lotes estão localizados no Rio Grande do Norte, na Bahia e no Ceará. Com entrada em operação comercial prevista para 2012, a expectativa do investimento total é de 300 milhões de reais. A principal área de atuação da Chesf é, justamente, a região Nordeste.

As linhas e subestações deverão transportar a energia gerada a partir de centrais eólicas.

No leilão, vencia a empresa que apresentasse o maior deságio em relação à Receita Anual Permitida (RAP) estipulada pelo governo.

Segundo o diretor de Engenharia e Operações da Chesf, José Ailton de Lima, a companhia fez diversos pré-contratos com fornecedores e apostou nas sinergias para reduzir os preços.

Para o presidente da Comissão Especial de Licitações (CEL) da Aneel, Helvio Guerra, o leilão foi de grande importância para o setor. "Financeiramente, o deságio médio foi de quase 20 milhões de reais", afirmou.

A Chesf venceu o primeiro lote ao apresentar RAP de 10,326 milhões de reais, valor 52,6 por cento inferior ao teto estipulado.

Seis empresas foram habilitadas para participar do leilão do primeiro lote, com três linhas de transmissão e duas subestações no Rio Grande do Norte, com extensão total de cerca de 300 quilômetros.

No lote B, o mais disputado, a Chesf foi ao leilão viva-voz com a Afluente Transmissão de Energia Elétrica, porque a diferença entre as propostas foi inferior a 5 por cento. Inicialmente, a Chesf ofereceu deságio de 55 por cento e a Afluente de 54 por cento.

Após 26 lances, a Chesf ofereceu RAP de 4,19 milhões de reais, deságio de 59,21 por cento em relação à receita máxima. A proposta final da Afluente implicava em deságio de 59,11 por cento.

O lote B corresponde a uma linha de transmissão de 115 quilômetros e uma subestação na Bahia. Sete empresas foram habilitadas, mas somente seis entregaram propostas.

O terceiro e último lote teve seis empresas habilitadas, mas quatro apresentaram propostas. Nessa disputa, com uma linha de transmissão de 97 quilômetros no Ceará, além de uma subestação, a Chesf ofereceu RAP de 4,719 milhões de reais, deságio de 33,70 por cento.

Para o presidente da Chesf, Dilton da Conti Oliveira, a Chesf "mostra que pode competir mesmo sendo uma empresa estatal de capital misto". Ele sugeriu que a companhia estaria até mesmo pronta para negociar ações em bolsa, mas garantiu que não existe nenhuma conversa com a Eletrobras sobre o assunto.

Novo leilão em novembro

O Superintendente de Concessões e Autorizações de Transmissão e Distribuição da Aneel, Jandir Nascimento, disse que a agência está trabalhando para o terceiro leilão de concessões de 2010, que pode ocorrer no final de novembro, talvez no dia 26, com cerca de 3 mil quilômetros de linhas.

Nascimento disse ainda que o leilão das linhas de transmissão da energia proveniente da usina de Belo Monte (PA) deve ocorrer no primeiro semestre de 2011.

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