Mundo

Chefe de governo nega renúncia, mas aceita negociação

Leung Chun-Ying rejeitou exigências dos manifestantes para que renuncie, mas concordou em conversar com um grupo de estudantes envolvidos nos protestos

O chefe de governo de Hong Kong, Leung Chun-Ying (Philippe Lopez/AFP)

O chefe de governo de Hong Kong, Leung Chun-Ying (Philippe Lopez/AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 2 de outubro de 2014 às 14h47.

Priorizar nos meus resultados Google

Hong Kong - O chefe de governo de Hong Kong rejeitou nesta quinta-feira as exigências dos manifestantes para que renuncie, mas concordou em conversar com um grupo de estudantes envolvidos nos protestos pró-democracia, que paralisaram partes da cidade.

"Não renunciarei porque tenho que continuar com o trabalho para as eleições", declarou o chefe executivo Leung Chun-Ying em uma coletiva de imprensa minutos antes da meia-noite (local), quando terminava o prazo dado pelos militantes para que deixasse o poder.

Mas ele afirmou que aceita dialogar, nomeando a secretária-chefe Carrie Lam para liderar as discussões com a Federação de Estudantes de Hong Kong, um importante grupo envolvido nas manifestações atuais.

Os manifestantes têm duas reivindicações - que Leung renuncie e que Pequim autorize o sufrágio universal para as eleições de 2017 em Hong Kong.

Em agosto, a China declarou que os cidadãos de Hong Kong poderiam votar para escolher seu próximo líder, mas apenas os candidatos aprovados por um comitê legalista poderiam participar - algo que os manifestantes taxaram de uma "falsa democracia".

Falando em sua residência, uma construção da era colonial em um bairro próximo à sede do governo da cidade, cercada por dezenas de milhares de manifestantes, Leung defendeu seu histórico e suas forças policiais.

"Durante todo esse tempo o governo e a polícia têm usado o maior nível de tolerância permitindo que eles realizem diferentes tipos de ações para expressar suas demandas e preocupações", disse.

"Em qualquer outro lugar do mundo, se há manifestantes cercando prédios do governo... então o problema e o resultado seriam graves", ressaltou.

Acompanhe tudo sobre:ProtestosProtestos no mundoMetrópoles globaisDemocraciaHong Kong

Mais de Mundo

Representantes de Lula e Trump se reúnem nos EUA para discutir tarifas

4 pontos para entender a briga dos pilotos e suposto ataque terrorista em voo para Israel

Netanyahu diz que piloto parece ter tentado derrubar avião em voo para Israel

Israel investiga possível ataque terrorista em voo desviado para Arábia Saudita