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Chanceler teria tentado "comprar" URSS pela reunificação da Alemanha

Valor chegaria a US$ 2,5 bilhões ao ano por dez anos

Ludwig Erhard, no centro, ocupou o cargo de chanceler alemão de 1963 a 1966 (Wikimedia Commons)

Ludwig Erhard, no centro, ocupou o cargo de chanceler alemão de 1963 a 1966 (Wikimedia Commons)

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Da Redação

Publicado em 1 de outubro de 2011 às 11h25.

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Berlim - Durante o período que exerceu o cargo de chanceler alemão, entre 1963 e 1966, o democrata-cristão Ludwig Erhard teria tentado conseguir a reunificação das duas Alemanhas mediante o pagamento de somas milionárias à União Soviética, segundo informou neste sábado a revista "Der Spiegel".

A publicação, que cita documentos da CIA (agência de inteligência dos Estados Unidos) e do Departamento de Estado americano divulgados recentemente, aponta que os EUA foram informados daquele que ficou conhecido como "Plano Erhard", na qualidade de potenciais mediadores.

A soma considerada para o pagamento à URSS que o então chefe da Chancelaria federal, Ludger Westrick, revelou ao embaixador americano em Bonn George McGhee chegava a "US$ 2,5 bilhões ao ano por dez anos".

No entanto, em seus expedientes e protocolos os diplomatas americanos qualificaram o plano de "imaturo e pouco realista" e não concederam "praticamente nenhuma" perspectiva de sucesso, enquanto McGhee chegou a fazer referência a uma "considerável ingenuidade política".

Quando o chanceler alemão solicitou ao então presidente americano Lyndon B. Johnson em uma conversa privada que apresentasse seu plano a Nikita Kruschev, o chefe da Casa Branca teria respondido apenas que não tinha intenção de se reunir com o dirigente soviético.

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