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Centro-direita sérvia alcança maioria absoluta em votação

Partido Progressista obteve 48,8% dos votos nas eleições antecipadas realizadas ontem na Sérvia, após apuração de 65,37% das cédulas


	Sérvia: apuração deverá terminar hoje e o resultado oficial ser anunciado nesta semana
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Sérvia: apuração deverá terminar hoje e o resultado oficial ser anunciado nesta semana (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 17 de março de 2014 às 09h03.

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Belgrado - O Partido Progressista (SNS, de centro-direita), do vice-primeiro-ministro Aleksandar Vucic, obteve 48,8% dos votos nas eleições antecipadas realizadas ontem na Sérvia, segundo anunciou nesta segunda-feira a Comissão Eleitoral após ter apurado 65,37% das cédulas.

A apuração deverá terminar hoje e o resultado oficial ser anunciado nesta semana.

A porcentagem dá ao SNS 156 cadeiras em um parlamento de 250, o que supera amplamente a maioria absoluta.

O Partido Socialista da Sérvia (SPS), do primeiro-ministro em fim de mandato, Ivica Dacic, é o segundo partido mais votado, com 14,05%, o que equivale a 45 cadeiras.

Só mais dois partidos superaram o limite de 5% necessário para entrar no parlamento, o Partido Democrático, com 5,46% (17 cadeiras), e o NDS, do ex-presidente Boris Tadic, com 5,86% (18 cadeiras).

Três partidos de minorias que não precisam de uma porcentagem mínima de votos também estarão presentes no parlamento: a Liga dos Húngaros de Voivodina (nove deputados), o muçulmano SDA Sandzak (três) e o PDD (dois), da minoria albanesa.

A participação eleitoral dos cidadãos foi de cerca de 55%. Ainda não foi feita a apuração dos votos dos sérvios do Kosovo, já que as cédulas tiveram que ser transferidas para a Sérvia.

Aproximadamente 6,7 milhões de cidadãos com direito ao voto foram convocados para escolher o novo parlamento, em eleições antecipadas para as quais se apresentaram 19 partidos e coalizões.

As eleições foram convocadas dois anos antes do previsto, quando Vucic decidiu, no final de janeiro, pôr fim ao governo de coalizão com os socialistas, ao considerar que era necessário um novo Executivo para celerar as reformas econômicas.

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