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Catar investiga ataque cibernético que causou crise diplomática

Segundo resultados preliminares, o ataque começou em abril, um mês antes da publicação de supostas declarações polêmicas do xeque catariano

Catar: nas declarações, o xeque catariano aparecia rompendo o consenso regional sobre vários temas sensíveis (Hamad I Mohammed/Reuters)

Catar: nas declarações, o xeque catariano aparecia rompendo o consenso regional sobre vários temas sensíveis (Hamad I Mohammed/Reuters)

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AFP

Publicado em 8 de junho de 2017 às 08h44.

O Catar publicou os resultados preliminares de sua investigação sobre o ataque cibernético contra sua agência de notícias, que levou a uma séria crise com três de seus vizinhos do Golfo e o Egito.

Em um comunicado publicado nesta quarta-feira à noite, o ministério do Interior indica que o ataque cibernético começou em abril, um mês antes da publicação pela agência QNA de supostas declarações polêmicas do emir Tamim ben Hamad Al-Thani.

Nessas declarações, o xeque catariano aparecia rompendo o consenso regional sobre vários temas sensíveis. Entre eles o Irã, o qual apontava como um aliado estratégico, além de manifestar comentários negativos sobre as relações entre o governo de Donald Trump e o Catar, um aliado próximo dos Estados Unidos.

"A equipe encarregada do inquérito confirmou que o ataque hacker foi feito por meios técnicos inovadores e através de uma falha no sistema da agência QNA", indicou o ministério do Interior.

De acordo com a mesma fonte, em abril foi instalado no sistema uma pasta que foi utilizada no final de maio para espalhar declarações "falsas" do emir.

O Catar informou que recebe a ajuda do FBI americano e o relatório preliminar revela que especialistas britânicos também trabalham com as autoridades locais para determinar as circunstâncias do incidente.

De acordo com o canal de televisão americano CNN hackers russos foram responsáveis ​​pelo ataque.

Na segunda-feira (5), Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Egito, Iêmen e Maldivas romperam relações com o Catar, acusando o país de "apoiar o terrorismo". A Mauritânia se uniu mais tarde.

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