Bancos não policiaram transações da Fifa, diz organização

Alguns bancos europeus e americanos já aumentaram o escrutínio sobre as contas ligadas à Fifa e ao menos um disse que parou de administrar negócios da entidade

Londres - Um grupo global de agências governamentais de combate à lavagem de dinheiro disse que as instituições financeiras não fizeram o suficiente para policiar atividade financeira suspeita por autoridades da Fifa, e pediram que os bancos elevem o grau de escrutínio.

Um alerta da organização com sede em Paris Financial Action Task Force (FATF) foi feito após o indiciamento no mês passado pelos Estados Unidos de nove atuais e antigos membros da Fifa e cinco executivos em uma série de acusações de corrupção, incluindo suborno, lavagem de dinheiro e fraude.

Com a investigação norte-americana se ampliando, e uma investigação separada da Suíça analisando se houve corrupção envolvendo a escolha da Rússia e do Qatar para as próximas Copas do Mundo de 2018 e 2022, o alerta adicionou preocupação aos bancos sobre como lidar com determinadas contas-correntes de organizações e indivíduos do futebol.

Alguns bancos europeus e norte-americanos já aumentaram o escrutínio sobre as contas relacionadas à Fifa e ao menos um disse que parou de administrar negócios da Fifa por algum tempo por conta das acusações de corrupção.

Em comunicado, a organização disse que "as recentes informações sobre suposta atividades de corrupção e lavagem de dinheiro em larga escala por diversas autoridades da Fifa mostram quão importante é que as instituições financeiras identifiquem e monitorem clientes de alto risco". A organização disse ainda que as instituições financeiras "não parecem ter dado escrutínio suficiente às atividades financeiras das autoridades envolvidas, enquanto muitas dessas supostas transferências relacionadas à corrupção passaram por meio do sistema financeiro internacional sem serem detectadas". Os membros da FATF incluem Estados Unidos, China, Brasil, Suíça e outros países europeus.

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