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Banco do Brasil vai investigar empréstimos a desmatadores

Banco é acusado pelo MInistério Público de ter emprestado pelo menos R$ 8 milhões para produtores rurais com irregularidades ambientais

Agência do BB no Rio: banco disse que vai investigar os empréstimos "caso a caso" (Fernando Lemos/VEJA Rio)

Agência do BB no Rio: banco disse que vai investigar os empréstimos "caso a caso" (Fernando Lemos/VEJA Rio)

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Da Redação

Publicado em 1 de abril de 2011 às 17h21.

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Brasília - Após denúncia do Ministério Público Federal no Pará (MPF-PA) de irregularidades na concessão de crédito rural a proprietários com pendências ambientais e trabalhistas, o Banco do Brasil diz que vai analisar “caso a caso” os financiamentos questionados. 

O MPF entrou com ações na Justiça contra o BB e o Banco da Amazônia (Basa) pelo empréstimo de dinheiro público a produtores rurais com irregularidades ambientais e até casos de trabalho escravo. Pelo menos R$ 8 milhões do BB e R$ 18 milhões do Basa foram liberados para fazendas paraenses nessa situação, segundo o MPF.

Em nota, o BB diz que a instituição “cumpre as exigências previstas na legislação ambiental, incluindo a Resolução 3545 do Conselho Monetário Nacional, e nega a acusação de financiar o desmatamento na Amazônia ou empreendimentos que utilizem trabalho análogo ao escravo”.

O banco argumenta que houve redução na concessão de crédito agropecuário no Pará após a entrada em vigor da regra do CMN, que proibiu empréstimos para proprietários rurais com irregularidades fundiárias e que desmatassem sem autorização dos órgãos ambientais.

“Em 2007, o Banco do Brasil contratou 17.557 operações de crédito rural no Pará, contra 7.146 em 2010 (volume 60% menor). A Resolução 3545 do CMN foi publicada em 2008”, diz a nota.

O Basa informou que ainda não foi notificado pela Justiça e por isso não vai se manifestar sobre a denúncia. Em nota, a assessoria do banco diz que a instituição “dispõe de uma política socioambiental e trabalha pelo desenvolvimento sustentável da região amazônica”.

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