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Um tribunal em Moscou sentenciou nesta terça-feira, 27, um veterano defensor dos direitos humanos que se manifestou contra a guerra na Ucrânia, segundo informações da Associated Press.

Oleg Orlov, de 70 anos, foi condenado por "desacreditar repetidamente" o exército russo em um artigo no qual denunciava a invasão da Ucrânia. O ativista disse que o caso é politicamente motivado. "Não me arrependo de nada", disse ao tribunal. 

Orlov foi algemado e levado diretamente para a custódia após a sentença, que determinou 30 meses de prisão. A acusação afirmou que Orlov, co-presidente do grupo de direitos humanos vencedor do Prêmio Nobel da Paz, Memorial, publicou o artigo motivado por hostilidade "contra os valores espirituais, morais e patrióticos tradicionais russos" e ódio ao exército russo, segundo o veículo de notícias russo independente Mediazona.

Em comunicado, o Memorial chamou a sentença de Orlov de "uma tentativa de abafar a voz do movimento de direitos humanos na Rússia e qualquer crítica ao Estado". Prometeu continuar seu trabalho.

"Estou alarmada e preocupada com o resultado de hoje. Oleg Orlov pessoalmente lutou pelos direitos dos russos por mais de 45 anos", disse a embaixadora dos EUA em Moscou, Lynne Tracy, em comunicado. "Em tempos anteriores, seus esforços foram premiados nos mais altos níveis. Na Rússia de hoje, ele está sendo trancado por causa deles."

Não é a primeira decisão contra Orlov em um tribunal russo. Em outubro de 2023, ele havia sido multado em 150.000 rublos (cerca de US$1.500 na época), uma punição significativamente mais branda em comparação com as longas penas de prisão que alguns outros russos receberam por criticar a guerra.

A sentença é mais uma que mostra o aumento da repressão à oposição do presidente Vladimir Putin, intensificada desde o início da guerra na Ucrânia em fevereiro de 2022. Em 16 de fevereiro, um líder da oposição, Alexei Navalny, morreu na prisão.

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