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O presidente francês Emmanuel Macron afirmou neste sábado, 2, que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia é incoerente com a política ambiental brasileira. Macron criticou o tratado, que classificou como "antiquado", e que ele não é "bom para ninguém". O presidente francês fez as declarações em uma coletiva de imprensa, após participar de uma reunião bilateral com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na 28ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP28), em Dubai.

Lula tem tentado destravar o acordo entre os blocos, sem sucesso. O presidente pretende viabilizar um consenso sobre o tema antes da reunião do Mercosul, no Rio de Janeiro, na semana que vem.

Depois de saber da declaração de Macron, Lula disparou: "É um direito dele. Cada país tem o direito de ter uma posição. Eu acho que é um direito dele ter uma posição. Eu acho que a França é o país mais duro de fazer acordo porque a França é mais protecionista. Não é a mesma posição da União Europeia, que pensa outra coisa". O presidente brasileiro lembrou ainda que a França é um país "mais protecionista".

Um dia antes, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, depois de encontro com Lula, disse que a União Europeia está “empenhada em concretizar” um acordo comercial com o Mercosul. A líder publicou em sua conta no X, ex-Twitter, um agradecimento ao presidente brasileiro por sua liderança contra as mudanças climáticas e sobre um acordo UE-Mercosul. E completou: "A UE está empenhada em concretizar este acordo. Desejo-lhe um início de sucesso da sua Presidência do G20. Pode contar com o apoio da UE".

Morde e assopra

Apesar do balde de água fria jogado no governo brasileiro, Macron elogiou Lula, a quem classificou como "visionário e corajoso", e disse que há muito alinhamento entre as visões do Brasil e da França, sobretudo em relação ao combate ao desmatamento, políticas para Amazônia, na área de Defesa, Economia e Cultura.

"E é justamente por isso, por isso mesmo, que sou contra o acordo Mercosul-UE, porque acho que é um acordo completamente contraditório com o que ele está fazendo no Brasil e com o que nós estamos fazendo, porque é um acordo que foi negociado há 20 anos, e que tentamos remendar, e está mal remendado", disse.

Macron afirmou que a proposta entre os dois blocos "não leva em conta a biodiversidade e o clima dentro dele. É um acordo comercial antiquado que desmantela tarifas. Nos últimos anos, esses acordos foram bastante aprimorados".

O presidente francês visitará o Brasil no dia 27 de março de 2024. A confirmação foi feita por ele neste sábado, 2, durante almoço bilateral com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a COP-28, em Dubai.

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