Mercado Imobiliário

Patrimar estreia em São Paulo com R$ 1,1 bilhão em lançamentos

Incorporadora mineira aposta no minha casa, minha vida e mira zonas norte e leste, onde demanda por moradia segue aquecida

Freguesia do Ó: o primeiro projeto será no bairro da zona norte e terá unidades compactas, com metragens entre 17 metros quadrados e 34 metros quadrados (Divulgação/Igreja Matriz de Nossa Senhora do Ó)

Freguesia do Ó: o primeiro projeto será no bairro da zona norte e terá unidades compactas, com metragens entre 17 metros quadrados e 34 metros quadrados (Divulgação/Igreja Matriz de Nossa Senhora do Ó)

Letícia Furlan
Letícia Furlan

Repórter de Mercados

Publicado em 17 de abril de 2026 às 05h00.

O Grupo Patrimar decidiu acelerar sua entrada em São Paulo em um momento em que o mercado imobiliário da capital é puxado pelo segmento econômico. A incorporadora mineira, que recentemente vendeu uma cobertura de mais de R$ 30 milhões em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte, posta no Minha Casa, Minha Vida para a capital paulista.

A companhia projeta mais de R$ 1,1 bilhão em lançamentos na cidade, com foco nas faixas 2 e 3 do programa habitacional.

A chegada ocorre após um período de expansão em Minas Gerais, Rio de Janeiro e interior paulista — e marca um novo eixo de crescimento para a companhia. “São Paulo é um mercado estratégico e terá um papel central no nosso crescimento nos próximos anos”, afirma Alex Veiga, CEO do grupo.

O timing não é por acaso. Em 2025, foram lançadas 155 mil unidades residenciais na capital paulista em 2025, com mais de 100 mil aderentes ao MCMV, equivalendo a 64% do total, de acordo com dados da Brain.

Primeiros projetos já em andamento

A estreia da Patrimar em São Paulo será feita por meio da Novolar, marca voltada ao público econômico e de classe média. A empresa já começa com um landbank de 1.540 unidades previstas para 2026.

Os três primeiros lançamentos estão programados para o primeiro semestre de 2026, com projetos localizados na Freguesia do Ó, na Zona Norte, e na Vila Tolstói e Vila Curuçá, na Zona Leste. Juntos, os empreendimentos somam um Valor Geral de Vendas (VGV) de aproximadamente R$ 400 milhões.

O primeiro projeto, na Freguesia do Ó, terá unidades compactas, com metragens entre 17 metros quadrados e 34 metros quadrados, distribuídas entre studios e apartamentos de um e dois dormitórios.

A estimativa da companhia é gerar cerca de 600 empregos diretos e indiretos durante o pico das obras.

Expansão ancorada no econômico

A ofensiva em São Paulo está diretamente ligada ao reposicionamento estratégico da companhia, que busca ampliar sua atuação no segmento econômico. Hoje, o estado já representa cerca de 40% do landbank da Novolar, reforçando o peso da região na expansão do grupo.

A aposta no MCMV não é isolada — ela segue um movimento mais amplo das incorporadoras, que passaram a concentrar lançamentos nas faixas com maior demanda e acesso a subsídios.

Nesse contexto, a Patrimar tenta replicar em São Paulo uma estratégia já testada em outros mercados: combinar escala, padronização de produtos e localização estratégica para ganhar velocidade de vendas.

Acompanhe tudo sobre:Minas GeraisSão Paulo capitalMinha Casa Minha Vida

Mais de Mercado Imobiliário

Financiar imóvel pode ficar mais caro com migração da poupança para Tesouro Reserva

Um imóvel doado em vida volta à partilha após valorização?

Aluguel residencial tem maior alta em um ano; Nordeste lidera valorização

Brasília consolida liderança em imóveis de luxo e desbanca São Paulo