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ESG na cadeia de Food Service: um imperativo para o futuro dos negócios

Enrico Milani explica como a adoção do ESG pode transformar empresas e por que incorporar indicadores socioambientais e de governança na gestão do seu negócio

Food service: setor ainda enfrenta desafios para priorizar efetivamente os pilares ESG. (Nitat Termmee/Getty Images)

Food service: setor ainda enfrenta desafios para priorizar efetivamente os pilares ESG. (Nitat Termmee/Getty Images)

Enrico Milani
Enrico Milani

Colunista

Publicado em 12 de abril de 2024 às 08h00.

Agregar valor econômico a questões socioambientais e de governança corporativa emerge como um imperativo para os setores produtivos - e a indústria não é exceção. Embora o conceito de ESG (Ambiental, Social e Governança) tenha se consolidado nas estratégias empresariais, sua jornada não é recente. Duas décadas após sua concepção, o termo se apresenta em estado de urgência no mercado.

Empresas que nasceram em uma época de consciência ambiental naturalmente abraçam as práticas sustentáveis como parte de sua identidade. Para negócios mais tradicionais, a adoção dessas práticas ocorre de maneira mais lenta, em geral desalinhada a expectativas de clientes e consumidores.

E, apesar da adoção de critérios ESG começar a fazer parte da estratégia corporativa - com 47% das indústrias brasileiras tendo projetos ou planos de ação voltados a ecoinovação, segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria) - o setor de food service ainda enfrenta desafios para priorizar efetivamente os pilares ESG.

Muitos gestores ainda o veem meramente como uma medida preventiva, subestimando seu potencial de oportunidades. Mas, ao contrário deste ponto de vista, a adoção do ESG pode transformar empresas em entidades não apenas responsáveis social e ambientalmente, mas prepará-las para um futuro de sucesso, melhorando seu desempenho financeiro e fortalecendo sua imagem junto a clientes e parceiros, o que representa um grande diferencial competitivo no mercado.

No aspecto ambiental, a redução do desperdício de alimentos e a otimização no consumo de água e energia são alguns exemplos de como é possível diminuir despesas e impactar positivamente o meio ambiente. Conforme o Relatório do Índice de Desperdício de Alimentos 2024 do PNUMA, 47% das indústrias brasileiras tendo projetos ou planos de ação voltados a ecoinovação

Individualmente e como setor, se diminuirmos o desperdício de alimentos, será possível minimizar as emissões de gases associadas à produção e economizar recursos e energia.

No aspecto social, assegurar condições de trabalho justas e promover a diversidade e a inclusão não apenas atendem a exigências éticas, como melhoram a percepção da marca e fomentam uma relação de confiança com os clientes. Segundo o Relatório de Impacto de 2024 da Traackr, plataforma de marketing de influência, 60% dos consumidores não comprariam de marcas que não estivessem alinhadas com os seus valores. Além disso, a oferta de produtos alimentares saudáveis e o engajamento com as comunidades locais também reforçam o compromisso da empresa com o bem-estar coletivo.

Em termos de governança, políticas transparentes, conformidade legal e uma governança efetiva são fundamentais para assegurar a integridade empresarial. A implementação de uma gestão de riscos robusta e a manutenção de relações comerciais justas são essenciais para sustentar a confiança dos stakeholders.

Portanto, minha recomendação para o setor é clara: incorpore indicadores socioambientais e de governança na gestão de seu negócio. O caminho para uma empresa moderna e sustentável é, sem dúvida, através do ESG. Assim, estaremos não apenas atendendo às expectativas dos consumidores, mas pavimentando o caminho para um futuro empresarial sustentável e lucrativo.

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