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Petrobras adia para setembro megaoferta de ações

A expectativa é de que a ANP só tenha em mãos em agosto o laudo sobre o valor estimado do barril de petróleo das reservas

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Marcelo Teixeira

Publicado em 22 de junho de 2010 às, 22h29.

São Paulo - A Petrobras decidiu adiar para setembro a enorme oferta pública de ações que programava levar a mercado em meados de julho com o objetivo de financiar o seu agressivo plano de investimentos de 224 bilhões de dólares, informou a companhia nesta terça-feira.

A estatal informou que tomou a decisão devido à expectativa de que a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) só tenha em mãos em agosto o laudo sobre o valor estimado do barril de petróleo das reservas que deverão ser utilizadas pela União em uma troca indireta por ações da Petrobras, a chamada cessão onerosa.

"A Petrobras comunica que a ANP informou... que está em fase final de contratação da empresa certificadora para emitir o laudo que subsidiará a União Federal na negociação referente ao valor da cessão onerosa à Petrobras, com previsão de entrega no decorrer de agosto de 2010", disse a estatal no comunicado enviado ao mercado.

"Em virtude do exposto, a Petrobras decidiu adiar a oferta pública de ações e estabeleceu como meta realizá-la em setembro do ano corrente, em montante necessário para viabilizar o financiamento do Plano de Negócios 2010-14, manter os níveis de alavancagem e pagar a referida cessão onerosa, conforme aprovada pelo Congresso Nacional e em fase de negociação com a União", acrescentou a estatal na nota.

A megaoferta de ações da Petrobras está sendo considerada como a maior operação do tipo na história. Ela poderia atingir um valor de entre 50 e 80 bilhões de dólares, de acordo com estimativas do mercado.

O anúncio da estatal ocorre no mesmo dia em que os acionistas da empresa deram o sinal verde para a operação, aprovando o conselho de administração da companhia a emitir até 150 bilhões de reais em ações preferenciais e ordinárias.

A Petrobras estava acelerando a preparação da operação porque pretendia, como afirmou algumas vezes, colocar a operação no mercado antes das férias de verão na Europa e nos Estados Unidos, que atingem o pico em meados de agosto.

Boa parte dos investidores que participariam da operação de capitalização da petroleira viriam destas regiões, onde a estatal já programava a realização de apresentações (road shows) sobre o negócio.

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