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Para HSBC, protestos podem se tornar incerteza para mercados

Segundo banco britânico, natureza dos protestos “anti-stablishment” sugere que todas as esferas de governo e instâncias políticas serão negativamente afetadas

Manifestantes ocupam, neste momento, a rampa do Congresso, uma das cúpulas do prédio e o gramado. A Polícia Militar está acompanhando a movimentação do protesto (Fábio Rodrigues Pozzebom/ ABr)

Manifestantes ocupam, neste momento, a rampa do Congresso, uma das cúpulas do prédio e o gramado. A Polícia Militar está acompanhando a movimentação do protesto (Fábio Rodrigues Pozzebom/ ABr)

DR

Da Redação

Publicado em 18 de junho de 2013 às 12h57.

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São Paulo - Os protestos em diversas cidades do Brasil, que começaram contra os aumentos de ônibus, ganharam força e se voltaram contra todas as esferas de governo e instituições, mostrando uma forte insatisfação generalizada e difusa, avalia o banco britânico HSBC.

A natureza dos protestos “anti-stablishment” sugere que todas as esferas de governo e instâncias políticas serão negativamente afetadas. E, apesar de admitir que é difícil avaliar as implicações para a economia das manifestações, elas têm se tornado grandes o suficiente para representar outra fonte de incertezas para os mercados.

Segundo relatório do banco, cientistas sociais e políticos têm dificuldades em para entender o alcance e as implicações dessas manifestações. E, apesar de os casos de violência terem sido localizados e concentrado em alguns grupos, o HSBC observa que as imagens estão tendo repercussão internacional e podem pesar nas avaliações dos investidores, especialmente nos estrangeiros.

O banco avalia que, enquanto na semana passada os protestos pareciam não ser relevantes na semana passada, nesta eles podem começar a pesar sobre os preços de alguns ativos dentro da visão de que são uma nova fonte de incerteza para os rumos da economia brasileira a curto e médio prazo.

O banco não dá mais detalhes de como as manifestações atingiriam a economia, mas analistas acreditam que a forte oposição aos governos e a grande mobilização reduziriam o espaço para cortes de gastos ou medidas menos populares, como retiradas de incentivos. Há a possibilidade inclusive de aumentos de gastos e medidas populistas por parte dos governos como forma de aplacar os protestos atendendo algumas de suas reivindicações.

Hoje, já há incertezas com relação ao impacto na economia brasileira do fim dos incentivos financeiros ao mercado nos Estados Unidos, que podem retirar US$ 85 bilhões da economia e reduzir os investimentos em países emergentes. Há também indefinições sobre a estratégia do governo para cumprir suas metas de superávit fiscal e com a condução da política monetária e o destino dos juros para combater a inflação, que está sendo pressionada pela alta do dólar.

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