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OGX mede as palavras e conquista o mercado

Itaú BBA elogia melhora na comunicação das descobertas e reitera otimismo com novos indícios de hidrocarbonetos em águas rasas da Bacia de Campos

Equipe de exploração da OGX: empresa negocia vendas na Bacia de Campos (André Valentim/EXAME)

Equipe de exploração da OGX: empresa negocia vendas na Bacia de Campos (André Valentim/EXAME)

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Da Redação

Publicado em 9 de dezembro de 2010 às 15h22.

São Paulo – Outrora criticada pelo mercado por mostrar “otimismo excessivo” em suas descobertas, a petrolífera OGX (OGXP3), do empresário Eike Batista, adotou uma nova postura cautelosa para publicar os volumes reais das descobertas recentes de petróleo na Bacia de Campos e pode ganhar com isso, apontam os analistas do Itaú BBA em relatório. 

A empresa estaria adiando a divulgação da estimativa de tamanho das reservas de hidrocarbonetos em águas rasas, descobertas na Bacia de Campos esta semana, para evitar críticas quanto ao excesso de confiança, afirma o Itaú BBA em relatório desta  quinta-feira (9). “Conversamos com a companhia e o plano parece ser o de aguardar a análise da consultoria DeGolyer e MacNaughton  antes de realizar anúncios”, diz o relatório.

Paula Kovarsky e Diego Mendes, que assinam o relatório, mostram um viés positivo tanto com o potencial das novas reservas quanto com o procedimento da companhia. “Encaramos esta decisão como um esforço para se comunicar melhor com o mercado, e vemos o fato como positivo”. O Itáu  BBA reiterou a recomendação de outperform (desempenho acima da média do mercado) para a ação, e manteve  seu preço-alvo para em 31 reais para o fim de 2011.

Segundo o Itaú BBA, a descoberta recente confirma o do potencial da Bacia de Campos, além de ajudar a sustentar a visão positiva da OGX em relação à área em questão. A perfuração ainda não alcançou a sessão albiana e tem forte possibilidade de revelar reservas mais profundas, ressaltam os analistas. “Ainda é cedo para supor que haja uma interligação entre os achados, porém acreditamos que estes indícios sustentam a perspectiva otimista da companhia em relação a esta área”, argumentam os analistas.

A OGX decidiu recentemente adiar o processo de entrada de um acionista minoritário, cerca de 20%, em seus blocos de exploração na Bacia de Campos para justamente ter uma melhor avaliação sobre o potencial da área. 

“O processo de venda de participação minoritária (farm-out) nos blocos na Bacia de Campos segue em andamento durante o ano de 2011, sem data prevista para ser concluído. Cabe destacar que este é um processo dinâmico devido à intensa campanha de perfuração em andamento, com 4 sondas em operação em Campos, perfurando novos poços pioneiros, delimitatórios e de desenvolvimento da produção que, associados à alta taxa de sucesso, agregam valor aos recursos e aos acionistas a cada passo”, afirmou a empresa por meio de nota  publicada nesta segunda-feira (6). 

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