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Bolsas europeias fecham em alta com alívio com BES

Apesar de as bolsas terem avançado, a pressão sobre o Banco Espírito Santo persistiu e papéis encerraram com recuo de 7,48%; no ano, desvalorização é de 52%


	Corretor: índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, subiu 0,63%, para 6.181,73 pontos
 (Patricia de Melo Moreira/AFP)

Corretor: índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, subiu 0,63%, para 6.181,73 pontos (Patricia de Melo Moreira/AFP)

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Da Redação

Publicado em 14 de julho de 2014 às 16h33.

São Paulo - As bolsas da Europa fecharam em alta nesta segunda-feira, 14, impulsionadas pela amenização dos temores de que o conglomerado português Espírito Santo detone uma crise sistêmica no continente.

Apesar de as bolsas terem avançado, a pressão sobre o Banco Espírito Santo (BES) persistiu e os papéis encerraram com recuo de 7,48%.

Desde o início do mês, o papel acumula perdas de 30%. Na comparação anual, a desvalorização chega a 52%.

A instituição nomeou Vítor Bento, respeitado economista, como novo executivo-chefe, em esforço para restaurar a confiança na companhia.

Já o primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, descartou no fim de semana a possibilidade de apoio do Estado à instituição e disse que empresas privadas "têm de suportar as consequências dos maus negócios que fazem", de acordo com o Financial Times.

Mas os mercados de ações europeus, que começaram a se recuperar na sexta-feira, continuaram subindo hoje, com investidores mais seguros de que os problemas no setor bancário da Portugal são apenas um pequeno revés na recuperação da região.

Mesmo o índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, subiu 0,63%, para 6.181,73 pontos.

"Embora nós acreditemos que a Europa ainda tem grandes problemas de médio e longo prazo, não cremos que a situação do BES é um catalisador para uma escalada iminente de traumas no continente", escreveu o estrategista do Deutsche Bank Jim Reid, em nota.

"Ainda que possa haver alguma cautela persistente, é improvável que o BES seja um modificador de história a menos que existam sinais de contágio", ressaltaram analistas do Crédit Agricole.

Enquanto isso, a produção industrial da zona do euro caiu 1,1% em maio ante abril, de acordo com dados publicados pela agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat.

O resultado marcou a maior queda mensal desde setembro de 2012, mas nem isso reduziu o otimismo dos investidores, já que o número ficou próximo da previsão de analistas (-1,2%).

O índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, terminou com ganhos de 1,21%, aos 9.783,01 pontos. A Adidas foi uma das maiores altas (+2,73%), impulsionada pela vitória da seleção alemã, patrocinada pela empresa, na Copa do Mundo e pelo anúncio de um grande contrato de patrocínio com o Manchester United.

Na Bolsa de Paris, o CAC-40 se valorizou 0,78%, aos 4.350,04 pontos, também se recuperando após a onda de vendas nos mercados europeus na semana passada.

O volume de negócios foi baixo em virtude das celebrações de 14 de julho, dia da Queda da Bastilha. Entre as maiores altas, estavam ArcelorMittal (+2,58%), Alcatel-Lucent (2,44%) e Société Générale (+1,32%).

Em Londres, o FTSE-100 subiu 0,84% e fechou a 6.746,14 pontos. As ações da SAB Miller avançaram 2,61% após reportagens afirmando que a Anheuser-Busch InBev estaria avaliando a aquisição da empresa.

A Shire também avançou 0,68% depois de a empresa receber uma proposta de aquisição da AbbVie avaliada em mais de US$ 53 bilhões.

A Tesco subiu 2,28%, após a Cantor Fitzgerald ter elevado a recomendação para o papel de venda para compra, dizendo que a empresa de supermercados está subavaliada em relação a concorrentes.

Em Madri, o Ibex 35 ganhou 0,64%, a 10.606,30 pontos, enquanto o FTSE Mib, da Bolsa de Milão, se valorizou 0,40%, a 20.697,54 pontos.

Com informações da Dow Jones Newswires

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