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Bolsas de Nova York e Tóquio estudam unir redes comerciais

Acordo permitirá que investidor tenha acesso aos sistema das duas bolsas sem pagar a mais por isso

Bolsa de Nova York: fusão recente com a bolsa de Frankfurt (Getty Images)

Bolsa de Nova York: fusão recente com a bolsa de Frankfurt (Getty Images)

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Da Redação

2 de março de 2011, 14h19

Tóquio - A Bolsa de Valores de Nova York (NYSE Euronext) e a de Tóquio (TSE) começaram negociações para unir suas redes comerciais, de modo que os investidores de cada pregão tenham acesso a ambos os sistemas de transações sem pagar a mais pela conexão.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira em comunicado conjunto dos líderes dos dois mercados, o presidente do TSE, Atsushi Saito, e o executivo-chefe da NYSE Euronext, Duncan Niederauer, após assinar em Nova York uma declaração de intenções.

Com o enlace das redes comerciais, os usuários de cada pregão poderão trocar títulos cotados nas duas bolsas por meio de transações mais simples, além de criar uma base de dados conjunta.

As bolsas de Tóquio e Nova York pretendem buscar novas alianças similares com outros mercados asiáticos, a fim de facilitar o comércio entre os países.

A bolsa nova-iorquina reúne um terço das transações acionárias do mundo e conta com cerca de 80 mil assinaturas, enquanto o valor dos integrantes do mercado de Tóquio alcançou no fim de junho de 2010 cerca de US$ 3,8 trilhões.

O anúncio ocorre depois da fusão há duas semanas das bolsas de Frankfurt e Nova York, que se transformou no maior pregão do mundo por faturamento, lucro e valor de mercado, assim como no líder na negociação de derivados.

A plataforma de futuros do NYSE Euronext no Reino Unido comercializa desde 1987 os contratos de bônus do Governo japonês por meio de um acordo com a bolsa de Tóquio.