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ChatGPT lidera ranking de aplicativos de IA mais baixados; veja quem disputa com ele (Unsplash/Reprodução)
Jornalista
Publicado em 14 de outubro de 2026 às 16h42.
O mercado de aplicativos de inteligência artificial ganhou novos concorrentes em 2025, mas uma empresa manteve a liderança com ampla vantagem. O ChatGPT, da OpenAI, foi o aplicativo mais baixado do mundo na categoria, seguido pelo Google Gemini e pelo DeepSeek, segundo levantamento da plataforma de inteligência de mercado AppTweak.
Os dados mostram que os assistentes de IA estão entre as ferramentas digitais que mais atraem novos usuários. Para profissionais, conhecer os aplicativos mais populares ajuda a identificar recursos que podem ser aplicados em tarefas como pesquisa, produção de textos, análise de informações e organização da rotina.
O ranking da AppTweak considera estimativas de downloads na App Store e no Google Play entre janeiro e dezembro de 2025. O levantamento aponta o domínio dos assistentes de inteligência artificial, embora as ferramentas tenham propostas e funcionalidades diferentes.
O ChatGPT ficou em primeiro lugar, com aproximadamente 845,2 milhões de downloads. Em seguida, aparecem o Google Gemini, com 305,2 milhões, e o DeepSeek, com 110,5 milhões.
O Perplexity alcançou a quarta posição, com 89,1 milhões de downloads, enquanto o Grok, da xAI, ficou em quinto, com 87,7 milhões. Os números são estimativas da AppTweak, não uma contagem oficial das lojas de aplicativos.
O número de downloads indica o alcance de uma ferramenta, mas não necessariamente sua qualidade para todas as tarefas. A escolha depende do objetivo do usuário, dos recursos disponíveis e das condições de acesso.
Desenvolvido pela OpenAI, o ChatGPT permite criar e revisar textos, resumir documentos, estruturar apresentações, gerar ideias e analisar informações. Dependendo do plano e dos recursos disponíveis, também pode trabalhar com arquivos, imagens e dados.
Um profissional de marketing, por exemplo, pode utilizá-lo para organizar uma pesquisa de mercado, comparar propostas de campanhas e elaborar versões iniciais de um relatório.
O Gemini é o assistente de IA do Google. Além de responder a perguntas e produzir conteúdo, pode se integrar a serviços do ecossistema Google, conforme a conta, o plano e as configurações utilizadas.
Na rotina profissional, pode ajudar a resumir informações, preparar documentos e organizar atividades em ferramentas compatíveis.
O DeepSeek ganhou espaço com modelos de IA capazes de realizar tarefas de raciocínio, programação e análise de textos. A ferramenta também ficou conhecida pela concorrência com modelos de empresas americanas.
Para quem trabalha com tecnologia, pode ser utilizada para interpretar trechos de código, investigar problemas de programação e estruturar soluções para questões complexas.
O Perplexity tem foco em pesquisa com fontes. A ferramenta busca informações na internet e apresenta respostas acompanhadas de referências, facilitando a verificação de dados.
Pode ser útil para profissionais que precisam mapear tendências, encontrar estudos e reunir informações para relatórios. Ainda assim, é necessário abrir as fontes e confirmar se elas sustentam as respostas apresentadas.
Desenvolvido pela xAI, empresa de Elon Musk, o Grok funciona como assistente conversacional e oferece recursos de pesquisa e geração de conteúdo. Sua integração com o X também pode facilitar o acompanhamento de discussões e assuntos que circulam na plataforma.
Para profissionais de comunicação e marketing, pode servir como ponto de partida para identificar temas em debate e investigar tendências, sempre com checagem independente das informações.
A variedade de tarefas realizadas pelos assistentes ajuda a explicar sua expansão. Em vez de recorrer a aplicativos diferentes para escrever, pesquisar ou organizar informações, o usuário pode executar várias dessas atividades em uma mesma interface.
O relatório State of Mobile 2026, da Sensor Tower, também identificou uma expansão expressiva do uso de aplicativos de IA generativa. Segundo a empresa, o tempo global dedicado a essas ferramentas deve passar de 17,2 bilhões de horas no primeiro semestre de 2025 para uma projeção de 36 bilhões no mesmo período de 2026.
Esse movimento amplia as possibilidades de uso no trabalho, mas também exige atenção. Respostas incorretas, informações desatualizadas e riscos à privacidade tornam necessária a revisão humana dos resultados, especialmente quando envolvem dados de clientes, decisões financeiras ou informações confidenciais.
O primeiro passo é definir a tarefa que precisa ser executada. Para produção e revisão de textos, assistentes generalistas podem atender a diferentes necessidades. Para pesquisas, ferramentas que apresentam referências facilitam a conferência das informações. Já profissionais de tecnologia podem priorizar recursos de programação e raciocínio.
Também vale testar a mesma tarefa em mais de uma ferramenta, comparar os resultados e verificar os limites da versão gratuita antes de contratar um plano pago.
A popularidade dos aplicativos é um indicador da demanda por inteligência artificial, mas o número de downloads não determina qual ferramenta será mais útil para cada profissional. O melhor resultado depende da escolha adequada ao objetivo, da qualidade das informações fornecidas e da capacidade de verificar o conteúdo produzido.