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A habilidade que mais valorizava um profissional há 5 anos agora está virando commodity

A capacidade de executar tarefas técnicas perdeu exclusividade com a IA, enquanto julgamento, resolução de problemas e estratégia ganham espaço

A habilidade que mais valorizava um profissional há 5 anos agora está virando commodity  (Magnific)

A habilidade que mais valorizava um profissional há 5 anos agora está virando commodity (Magnific)

Publicado em 30 de setembro de 2026 às 16h31.

Última atualização em 30 de setembro de 2026 às 16h32.

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Durante anos, dominar uma habilidade técnica foi uma das formas mais claras de se diferenciar no mercado de trabalho. Saber programar, analisar dados ou produzir determinados tipos de conteúdo podia colocar um profissional à frente de outros candidatos.

A inteligência artificial está mudando essa lógica. Ferramentas capazes de escrever código, analisar informações, criar apresentações e produzir textos reduziram o tempo necessário para executar tarefas que antes dependiam exclusivamente de conhecimento especializado.

Isso não significa que essas habilidades perderam valor. O que está mudando é o preço da execução. Quando uma tecnologia consegue realizar parte do trabalho em segundos, apenas saber executar deixa de ser suficiente para diferenciar um profissional.

Aprender a usar IA na prática pode ser um diferencial para profissionais que precisam acompanhar essa transformação. O Pré-MBA em IA da Saint Paul e EXAME tem quatro aulas práticas, online, por R$ 37.

A execução técnica está ficando mais acessível

Um dos exemplos mais evidentes aparece na programação. Ferramentas de inteligência artificial já conseguem gerar trechos de código, encontrar erros, explicar funções e auxiliar na criação de aplicações.

Uma pesquisa da Stack Overflow com mais de 49 mil desenvolvedores em 177 países mostrou que 84% usam ou planejam usar ferramentas de IA no processo de desenvolvimento. Ao mesmo tempo, 46% afirmaram não confiar na precisão das respostas produzidas por essas ferramentas.

O cenário cria uma mudança importante: saber escrever código continua sendo relevante, mas a capacidade de produzir código rapidamente deixou de ser exclusivamente humana.

Um estudo publicado em 2026 pelo IZA analisou dados de vagas de software nos Estados Unidos e encontrou uma queda relativa de 14% a 15% nas vagas para desenvolvedores juniores em comparação com posições seniores após a popularização do ChatGPT. As vagas remanescentes passaram a enfatizar mais resolução de problemas, comunicação e atenção aos detalhes.

O que passa a diferenciar um profissional

A transformação não acontece apenas na tecnologia. O relatório Future of Jobs 2025, do Fórum Econômico Mundial, aponta inteligência artificial e big data entre as habilidades que mais devem crescer até 2030.

Ao mesmo tempo, competências como pensamento criativo, resiliência, flexibilidade, curiosidade e aprendizagem contínua também aparecem entre as que tendem a ganhar importância.

A lógica é relativamente simples. Se uma ferramenta consegue realizar uma tarefa operacional, o profissional passa a precisar compreender qual problema deve ser resolvido, quais informações utilizar e como avaliar o resultado produzido pela tecnologia.

Isso muda a relação entre conhecimento técnico e experiência.

Um analista financeiro, por exemplo, pode utilizar IA para organizar dados e produzir uma primeira análise. O diferencial passa a estar também na capacidade de interpretar os números, identificar inconsistências e transformar a informação em uma recomendação adequada ao contexto do negócio.

O mesmo vale para marketing, recursos humanos, direito, engenharia e outras áreas.

O conhecimento continua necessário, mas a execução isolada perde exclusividade.

IA não elimina a importância da especialização

Os dados disponíveis não indicam que a inteligência artificial simplesmente esteja tornando profissionais especializados desnecessários.

A edição de 2026 do AI Jobs Barometer, da PwC, encontrou uma expansão mais rápida das vagas que exigem habilidades de IA e aumento do prêmio salarial associado a essas competências. O estudo também aponta uma divisão entre funções nas quais a IA amplia a capacidade de especialistas e aquelas em que a tecnologia facilita a execução por profissionais com menos experiência.

Na prática, isso significa que especialização e IA podem se complementar.

Um profissional que entende de contabilidade e sabe utilizar ferramentas de IA para automatizar análises, por exemplo, reúne duas capacidades diferentes: conhecimento do domínio e domínio da tecnologia.

Essa combinação pode ser mais relevante do que simplesmente conhecer uma ferramenta específica.

Para profissionais que querem desenvolver uma base prática sobre inteligência artificial e suas aplicações, o Pré-MBA em IA da Saint Paul e EXAME reúne quatro aulas online por R$ 37.

A habilidade mais importante pode mudar novamente

O avanço da IA também reduz a vida útil de algumas competências técnicas. O LinkedIn estima que 70% das habilidades usadas na maioria dos empregos mudarão até 2030, com a IA como um dos principais fatores dessa transformação.

Por isso, uma habilidade que hoje funciona como diferencial pode se tornar requisito básico em poucos anos. Foi o que aconteceu com diversas competências digitais nas últimas décadas.

O movimento também aumenta a importância da capacidade de aprender. Em vez de dominar uma única ferramenta durante toda a carreira, profissionais precisam conseguir entender novas tecnologias, testar aplicações e incorporá-las aos próprios processos de trabalho.

Esse processo não significa abandonar competências técnicas. Significa utilizá-las em conjunto com ferramentas que ampliam a capacidade de execução.

O profissional que conhece o próprio setor e consegue usar IA para pesquisar, analisar, criar, automatizar e revisar passa a atuar em uma camada diferente daquela ocupada apenas pela execução manual.

A tendência indica uma mudança no valor do trabalho: conforme a inteligência artificial torna determinadas tarefas mais fáceis de realizar, ganham importância as competências relacionadas à definição de problemas, julgamento, contexto, comunicação e tomada de decisão.

A IA está chegando a diferentes áreas e profissões. O Pré-MBA em Inteligência Artificial da Saint Paul e EXAME é uma oportunidade para entender os fundamentos dessa transformação em 4 aulas online por R$ 37.

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