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Com Enseada, Trevo busca cheque de até R$ 15 milhões para resolver gargalo em exames de saúde

Healthtech tem oito fundos em negociações mais avançadas e pretende usar os recursos para acelerar dados, IA e aquisição de clientes

Adam Alves e Ana Elisa Siqueira, fundadores da Trevo (Trevo/Divulgação)
Adam Alves e Ana Elisa Siqueira, fundadores da Trevo (Trevo/Divulgação)
Pedro Gil

Pedro Gil

Editor do Exame INSIGHT

Publicado em 21 de agosto de 2026 às 16:00.

A Trevo, healthtech brasileira que conecta pacientes a uma rede de laboratórios para comparação de preços e agendamento de exames, vai botar o bloco na rua. A empresa prepara para este semestre uma nova rodada de captação de até R$ 15 milhões. Cerca de 15 fundos nacionais já estão em deep dive. Oito estão em negociações mais quentes. O investimento será todo primário e será alocado em contratação de time de dados, IA e growth.

A Trevo quer ocupar na saúde um espaço parecido com o que marketplaces fizeram em outros setores: juntar oferta pulverizada, colocar preço na tela e facilitar a compra. Fundada em 2022 pela médica Ana Elisa Siqueira e pelo engenheiro Adam Alves, a healthtech criou uma plataforma que permite ao paciente pesquisar, comparar preços e agendar exames em laboratórios e clínicas. O foco está principalmente em quem não tem plano de saúde e precisa recorrer à rede particular.

A tese parte de uma ineficiência do mercado. De um lado estão pacientes que não conseguem realizar determinados exames pelo sistema público ou consideram elevados os preços das grandes redes privadas. Do outro, laboratórios independentes têm capacidade disponível e precisam gerar demanda. "Tecnologia em saúde teve penetração muito baixa", diz Alves. "O mercado de exames é a primeira barreira para os usuários."

A Trevo tenta fazer essa ponte sem ter laboratórios próprios. O modelo é asset light: a plataforma agrega a oferta dos prestadores e digitaliza a jornada do paciente, da busca pelo exame ao agendamento. Atualmente, a companhia afirma reunir mais de 100 marcas e 500 unidades laboratoriais.

O mercado de exames movimenta cerca de R$ 60 bilhões por ano. As grandes redes, como Dasa e Fleury, representam cerca de 8% do mercado, mas detêm 20% da receita do setor. O restante está nas mãos de laboratórios independentes. "Queremos explorar esse vento de cauda com um mercado grande e muito fragmentado", diz Siqueira.

Dinheiro de família da SulAmérica

A empresa já levantou ao menos R$ 8,6 milhões em duas rodadas. Em 2023, captou R$ 3,6 milhões. No ano seguinte, recebeu outros R$ 5 milhões em uma rodada seed liderada pelo Enseada Family Office, ligado a integrantes da família fundadora da SulAmérica. O dinheiro foi direcionado principalmente à integração tecnológica dos laboratórios e à abertura de canais B2B e B2B2C. Atualmente, a Trevo tem um GMV anualizado de aproximadamente R$ 10 milhões.

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Pedro Gil

Pedro Gil

Editor do Exame INSIGHT

Jornalista com mais de 10 anos de experiência na cobertura de negócios e finanças. Passou pelas redações de Veja, onde foi editor da coluna Radar Econômico, e CMA. Contato em pedro-b.gil@exame.com

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