Businessman with a tablet is showing a growing virtual hologram stock and Finance and Investment concept.Money management and Financial chart. (Getty Images/Reprodução)
Agência de notícias
Publicado em 3 de julho de 2026 às 09h30.
A Bitget anunciou nesta quinta, 02, dados do seu relatório semestral de ações tokenizadas na América Latina. O levantamento revela que a Tesla (TSLA) foi o ativo mais negociado entre os usuários latino-americanos na plataforma durante o primeiro semestre de 2026. Strategy (MSTRRWA) e Nvidia (NVDA) completam o pódio, em segundo e terceiro lugares respectivamente.
O relatório analisa o volume de negociação de ações tokenizadas ao longo dos seis primeiros meses do ano na região. De acordo com a empresa, Junho também foi o mês de maior volume do semestre para as ações tokenizadas na exchante, com crescimento de aproximadamente 10 vezes em relação a janeiro.
As cinco ações tokenizadas mais negociadas na América Latina no primeiro semestre de 2026:
De acordo com o relatório, impulsionada pelo seu IPO, a SpaceX (SPCX) estreou diretamente na liderança das ações tokenizadas mais negociadas na plataforma. O interesse pelo papel foi imediato, reflexo direto da expectativa gerada em torno da abertura de capital de uma das empresas mais aguardadas do setor de tecnologia.
Top 5 de junho:
"O crescimento que observamos ao longo do semestre reflete uma mudança de comportamento do investidor cripto na América Latina. Ele já não busca apenas exposição a ativos cripto — quer também acesso ao mercado de capitais global, e as ações tokenizadas são a ponte entre esses dois mundos. A convergência entre cripto e TradFi cada vez mais está se tornando uma realidade nos hábitos de quem opera na nossa plataforma", disse Gil Herrera, Diretor de Estratégia e Operações da Bitget para a América Latina.
Mesmo com a virada de junho, a Tesla manteve a liderança geral do primeiro semestre. O ativo esteve no top 5 em quatro dos primeiros seis meses do ano e liderou o ranking em janeiro e março. A consistência da Tesla reflete o apetite do investidor latino-americano por empresas que transitam entre o universo da tecnologia e o mercado de capitais global.
A Strategy, segunda colocada no ranking semestral, foi presença garantida no top 5 em cinco dos seis meses analisados, incluindo duas vice-lideranças, o desempenho mais consistente entre os ativos do pódio. A Nvidia, terceira no geral, liderou em fevereiro e, assim como a Strategy, ficou fora do top 5 apenas em junho, mês dominado pela estreia da SpaceX.
De acordo com um relatório da Dune Analitcs, a exposição a ativos do mundo real on-chain assume duas formas: wrappers tokenizados e futuros perpétuos. Commodities e ações estão entre as poucas classes de ativos que crescem em ambas. Os pools ainda são pequenos, mas instituições como CME e ICE estão construindo as duas rotas em mercados regulados locais, enquanto os reguladores abrem caminho. Isso faz dessas plataformas offshore uma prévia do que pode vir.
De acordo com a Dune, as commodities tokenizadas somam cerca de US$ 8 bilhões em ativos sob gestão, aproximadamente cinco vezes mais do que há um ano. O ouro representa mais de 60% desse total, e um único token, o Tether Gold, responde por mais de um terço do mercado.
Já as ações tokenizadas somam cerca de US$ 1,6 bilhão, ante praticamente zero há um ano. A Ondo Global Markets concentra cerca de 70% dos ativos sob gestão em ações, enquanto o xStocks, da Backed Finance, fica com o restante.
A Dune também aponta que na Hyperliquid, a maior plataforma de futuros perpétuos, o interesse em aberto de RWAs cresceu cerca de sete vezes no acumulado do ano, para aproximadamente US$ 2,3 bilhões. Com isso, a participação dos RWAs passou de cerca de 3,7% do book em janeiro para cerca de 24% no fim de maio. Cripto ainda representa a maior parte do book, mas sua fatia está em queda.
"Ações e commodities formam quase todo o book de RWAs, mas o interesse em aberto de cada uma cresce por padrões diferentes. As ações representam a parte maior e mais estável, perto de US$ 1,3 bilhão, com avanço acompanhado pelo volume. As commodities seguem uma dinâmica orientada por eventos: o interesse em aberto saltou para cerca de US$ 1,5 bilhão durante o movimento do petróleo em abril, em meio ao conflito com o Irã, e depois recuou para aproximadamente US$ 800 milhões no fim de maio. O mercado atraiu posições para um evento específico e as perdeu depois que ele passou", destaca a empresa de análise.
De acordo com a Dune, considerando apenas o tamanho, o mercado on-chain de commodities e ações ainda é relativamente pequeno. Mas instituições tradicionais já avançam sobre os mesmos ativos a partir das duas direções: a CME está listando futuros de índices em estilo perpétuo, enquanto a ICE constrói ações tokenizadas da NYSE. Essa aceleração ganhou impulso com movimentos rápidos da SEC e da CFTC, que definiram o status legal dos ativos tokenizados e liberaram o primeiro perpétuo em mercado regulado local.
"A construção está migrando para mercados locais regulados, e as plataformas cripto-nativas de hoje funcionam como uma prévia operacional desse movimento. A oportunidade está em ler essa prévia cedo, acompanhando quais ativos são negociados, como isso acontece e onde a liquidez cresce ou diminui", finaliza.
Siga o Future of Money nas redes sociais: Instagram | X | YouTube | Tik Tok