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A inteligência artificial não é uma novidade e já vem sendo usada em uma série de atividades da economia há alguns anos, mas foi mais recentemente, em especial a partir de 2023, que ela ganhou destaque, a atenção do público e um grau de adoção que indica um potencial crescente de implementação em diferentes segmentos.

E, além disso, essa tecnologia possui o potencial de ser um grande impulsionador do crescimento econômico global, que vem dando sinais de estagnação nos últimos anos. É isso que aponta um relatório produzido pela Kinea Investimentos e obtido em primeira mão pela EXAME.

No estudo, os analistas da empresa destacam que "estamos em um momento decisivo em que a inteligência artificial caminha para a adoção em massa, permitindo a possibilidade de capitalizar totalmente a revolução dos dados e acelerar o ritmo de produção global".

Eles explicam que a tecnologia permite que máquinas passem a executar tarefas, até então, tipicamente humanas, como análise de dados, programação, direção, composição de música, criação de obras de arte e até atividades de pesquisa científica. Para os analistas, a grande variedade de aplicações indica um "o enorme mercado que está por vir".

Considerando usos em serviços, hardware e software, o mercado global de inteligência artificial movimentou US$ 318 bilhões em 2020, US$ 383 bilhões em 2021 e US$ 450 bilhões em 2022. E, nos próximos anos, a tendência é de um crescimento vertiginoso. Para 2023, a expectativa é de US$ 450 bilhões movimentados, crescendo ano a ano até atingir US$ 900 bilhões em 2026, uma expansão de 19%.

"Como as ferramentas de inteligência artificial revolucionam a inteligência de dados, elas têm um potencial incrivelmente alto. A IA pode permitir uma descoberta mais eficiente das preferências do consumidor, reunindo e analisando dados, estimulando o consumo", destaca o relatório.

Para os analistas, a maior prova atualmente do poder da tecnologia é o ChatGPT. O bot é ligado a uma IA e consegue cumprir uma série de comandos, ficando famoso por criar textos e responder perguntas. O sistema também teve um recorde: atingiu 100 milhões de usuários em 2 meses. O Google Tradutor, por exemplo, demorou 78 meses para bater a marca. Já o Instagram, 30, o Spotify, 55 meses e o TikTok, 9.

"Outro possível impacto dessa tecnologia é a otimização do tempo: IA pode economizar tempo dos funcionários, como por exemplo ajudando a resumir textos técnicos para pesquisa, relatórios de empresas, ajudando a programar, criar músicas", comentam os analistas.

Com isso, eles esperam que a inteligência artificial traga impactos positivos e ganhos na produtividade, personalização e qualidade de diferentes atividades do mercado de trabalho. O relatório afirma que isso é importante, já que a economia global está "perdendo produtividade e crescendo menos".

Impulsionando o crescimento econômico

"Após a crise financeira de 2008, juntamente com o surgimento das grandes empresas de tecnologia nos Estados Unidos, essa desaceleração se mostrou mais presente, com os Estados Unidos crescendo menos que 2% ao ano e a Europa meramente 1% a.a", observa o relatório.

Os analistas acreditam que "após mais de 20 anos de internet, temos pouco a mostrar em termos de ganhos de produtividade nas principais economias, particularmente no berço da revolução tecnológica, os Estados Unidos". Nesse cenário, o uso de novas tecnologias pode ajudar a aumentar a produtividade e, com isso, o crescimento econômico.

Mas a adoção e os benefícios trazidos pela inteligência artificial também deverá trazer algumas consequências para o mercado de trabalho. A Kinea acredita que, em breve, o mercado terá dois tipos de profissionais, "os que aprenderão a utilizar a IA em suas atividades e aumentarão sua produtividade, e os que se colocarão em risco por não a integrar".

"A utilização dessas ferramentas traz novas habilidades inimagináveis, verdadeiros superpoderes: ilustradores hoje geram milhares de imagens por semana para seus projetos, compositores compõem com extrema velocidade e melhor qualidade, arquitetos usam IA para criar projetos a partir de uma ideia inicial", destacam os analistas.

"Vemos a inteligência artificial, no momento, como uma esperança positiva para dias melhores. Lembramos que a energia elétrica, de sua invenção no final do século 19 até aplicação em fábricas levou cerca de três décadas", pontua o relatório. Por isso, ainda pode levar alguns anos para uma adoção total da tecnologia na economia e para que suas vantagens apareçam com mais intensidade, mas o movimento deve cada vez mais força no futuro.

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