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Fórum Econômico Mundial lança metaverso para "enfrentar desafios" globais

Organização é responsável pelo encontro anual em Davos, na Suíça, que reúne alguns dos maiores nomes da economia mundial

Metaverso foi desenvolvido pelo Fórum Econômico Mundial, Accenture e Microsoft (Andriy Onufriyenko/Getty Images)

Metaverso foi desenvolvido pelo Fórum Econômico Mundial, Accenture e Microsoft (Andriy Onufriyenko/Getty Images)

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João Pedro Malar

18 de janeiro de 2023, 16h44

O Fórum Econômico Mundial, organização responsável por realizar um dos mais importantes encontros anuais para a economia mundial em Davos, na Suíça, lançou na terça-feira, 17, um protótipo de metaverso próprio em parceria com as empresas Accenture e Microsoft durante a edição do evento de 2023, que ocorre nesta semana.

Batizado de Aldeia de Colaboração Global (Global Collaboration Village, em inglês), o projeto busca oferecer um espaço para organizações de todo o mundo se reunirem para "aprender, criar soluções e agir sobre os desafios mais urgentes do mundo".

O metaverso foi lançado contando com 80 das principais organizações do mundo como parceiras, e buscará ajudar a "a moldar o desenvolvimento da ‘aldeia’", como a realidade virtual é chamada. A primeira sessão interativa na rede já foi realizada durante o encontro em Davos de 2023.

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Fundador e presidente executivo do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab se referiu à iniciativa como um esforço para criar "o primeiro aplicativo público da tecnologia do metaverso, construindo uma verdadeira aldeia global no espaço virtual".

"Apoiado por uma gama única de parceiros dos setores público e privado, o Village usará as capacidades de fronteira do metaverso para encontrar soluções para abordar os grandes problemas de nosso tempo de maneira mais aberta, inclusiva e sustentada", destacou Schwab.

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Fórum Econômico Mundial lançou metaverso próprio (Accenture/Divulgação/Divulgação)

O ambiente virtual conta como uma prefeitura, que também serve como ponto de encontro para a realização de reuniões e workshops, centros colaborativos — incluindo um nas profundezas de um oceano virtual — e a possibilidade de parceiros criarem seus próprios espaços personalizáveis.

O Fórum Mundial anunciou que, em 2024, vai convidar organizações para ajudar a construir esses espaços imersivos buscando trazer mais aprendizado, colaboração e parcerias. O objetivo da iniciativa é "fortalecer e reenergizar a cooperação internacional".

O metaverso foi escolhido por envolver "cooperação global para soluções compartilhadas, imersão interativa para promover melhor compreensão, ampla participação possibilitada por discussões inclusivas e ação individual e coletiva como um catalisador para o impacto máximo".

Para Brad Smith, vice-presidente da Microsoft, o metaverso tem "o potencial de mudar fundamentalmente a maneira como nos comunicamos e colaboramos, superando as limitações do mundo físico para oferecer conexões aprimoradas para todos. A Global Collaboration Village, desenvolvida pela Microsoft Mesh, é um excelente exemplo".

Já a CEO da Accenture Julie Sweet observa que a tecnologia "mudará profundamente todas as partes de todos os negócios, unindo nossos mundos físico e digital e, com o tempo, permitirá que as empresas criem novos produtos e serviços de consumo inovadores, transformem suas operações e reimaginem a forma como colaboramos e trabalhamos".

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