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O Fundo Monetário Internacional (FMI) apresentou os esboços de uma "nova classe" de sistema de pagamento transfronteiriço que usaria uma única rede blockchain para registrar transações de moeda digital de banco central (CBDC, na sigla em inglês), trazendo programabilidade e melhoria do gerenciamento de informações de transações.

Os funcionários do FMI escolheram uma mesa redonda sobre a política de CBDCs para revelar seu novo conceito de plataforma na última segunda-feira, 19. No evento, realizado em conjunto com o banco central do Marrocos, o diretor do departamento de mercados monetários e de capitais do FMI, Tobias Adrian, disse que o novo tipo de plataforma poderia beneficiar usuários individuais e institucionais através de taxas mais baixas e tempos de transação mais rápidos.

Na visão de Adrian, "alguns dos US$ 45 bilhões pagos aos provedores de remessas todos os anos podem então voltar aos bolsos dos pobres". Além disso, a plataforma ajudaria os bancos centrais a intervir nos mercados de câmbio, agregar informações sobre fluxos de capital e resolver disputas. A plataforma também poderia ser adaptada para CBDCs de atacado e varejo doméstico, disse ele.

Os detalhes da plataforma, apelidada de plataforma XC (pagamento e contratação transfronteiriços, na sigla em inglês), foram descritos em um relatório publicado pelo FMI e que conta com Adrian como um dos autores. Ele foi lançado no mesmo dia do evento.

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Plataforma XC

O documento explica que "a plataforma XC oferece um único ledger confiável - um documento representando direitos de propriedade - no qual representações digitais padronizadas das reservas do banco central em qualquer moeda podem ser trocadas".

A plataforma XC foi projetada com base no modelo de infraestrutura de CBDCs. Haveria uma camada de liquidação com um único blockchain e o acesso a ele seria expandido. Atualmente, as instituições precisam ter uma conta de reserva com um banco central para realizar operações transfronteiriças, mas a plataforma XC permitiria a negociação de reservas do banco central doméstico tokenizadas.

A liquidez ainda viria de instituições com contas de reserva. Uma camada de programação ofereceria a oportunidade de inovar e personalizar os serviços. Uma camada de informação conteria detalhes do AML necessários para atender às condições de confiança e proteções de privacidade.

A plataforma XC não exigiria o uso de CBDCs, e na verdade forneceria interoperabilidade entre ativos e dinheiro tokenizado pelo setor privado e "instalaria utilmente padrões e um ambiente seguro com o qual programar contratos financeiros", já que a liquidação seria realizada em dinheiro do banco central.

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