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Damien Hirst lança obras em blockchain e compara NFT com invenção do papel

Artista diz que NFTs vão mudar o mundo e lança coleção que utiliza a tecnologia, mas que poderá ser trocada pelo original; serão 10.000 NFTs a 2.000 dólares cada uma

 (HENI/Divulgação)

(HENI/Divulgação)

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Gabriel Rubinsteinn

16 de julho de 2021, 18h25

Um dos artistas plásticos mais famosos do mundo, Damien Hirst vai lançar sua nova obra com o uso da tecnologia blockchain. No início da semana, o britânico anunciou a venda de 10.000 NFTs — e comparou a tecnologia com a invenção do papel.

Hirst criou 10.000 desenhos praticamente iguais, porém únicos, em folhas de papel A4 que contêm sua assinatura, um número de série, uma marca d'água e um holograma — fatores de segurança que remetem às notas de dinheiro. Cada um desses papéis, com a pintura de um padrão de pontos coloridos, equivale a um token não fungível em blockchain, que será vendido a 2.000 dólares (cerca de 10.000 reais) cada um.

Como qualquer NFT, eles poderão ser guardados, vendidos ou enviados para outras pessoas, mas nesse caso têm uma surpresa: após dois meses, os donos dos NFTs terão uma opção: manter o NFT ou trocá-lo pela versão física da obra de arte. Manter as duas será impossível: quem preferir o desenho original devolve o NFT, que será retirado da blockchain; o NFT que não for devolvido terá a obra original correspondente destruída.

Após alguns meses do lançamento, a coleção The Currency será composta de 10.000 NFTs com as versões digitais das obras ou 10.000 desenhos de papel ou, mais provável, uma soma das duas coisas totalizando 10.000 unidades.

    "Sim, estou forçando as pessoas a fazer uma escolha. Mas o comprador sempre tem uma escolha. Não é só 'onde está o valor?' mas também 'onde está o prazer?'", disse, em entrevista ao Financial Times, na qual também afirma esperar que a maioria opte pela obra física, apesar de admitir que seria "emocionante" se não fizessem: "É um experimento".

    Ao Cointelegraph, Damien Hirst também falou que iria "amar" se eventualmente as pessoas pudessem usar o NFT da coleção The Currency como uma moeda por seu valor como token não fungível, mas reforçou a crença de que a maioria vai optar pela obra de arte real, e não a digital.

    Mesmo assim, ele acredita que a tecnologia dos tokens únicos e indivísíveis em blockchain poderá ter enorme impacto no mundo das artes. "Eu vejo os NFTs como algo realmente incrível. Para mim, é como a invenção do papel", disse. "Acho que os NFTs estão mudando o mundo, e eles vão mudar o mundo".

    A coleção The Currency está em fase de pré-venda desde a última quarta-feira, 14 — interessados precisam se cadastrar para tentar comprar uma das 10.000 unidades que serão vendidas no próximo dia 21, no site Heni.

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