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Brasil tem novo recorde no número de CNPJs com criptomoedas, diz Receita Federal

Número de CPFs que declararam possuir criptoativos caiu no mês de outubro, e bitcoin segue sendo o ativo digital mais investido

Participação das mulheres no mercado de criptomoedas segue em expansão, segundo dados da Receita Federal (Receita Federal/Reprodução)

Participação das mulheres no mercado de criptomoedas segue em expansão, segundo dados da Receita Federal (Receita Federal/Reprodução)

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João Pedro Malar

Publicado em 5 de dezembro de 2022, 10h41.

O número de CNPJs com criptomoedas declaradas à Receita Federal bateu um novo recorde no mês de outubro, de acordo com dados divulgados pelo órgão. É o terceiro recorde consecutivo para a categoria, ao mesmo tempo em que o número de CPFs que declararam possuir alguma moeda digital recuou no mesmo período.

De acordo com os dados divulgados pela Receita Federal, em outubro foram registradas declarações de 41,8 mil CNPJs, ante 40,1 mil em setembro, uma alta de 4,1%. Já os CPFs caíram de 1,49 milhão para 1,26 milhão, recuo de 16%.

(Mynt/Divulgação)

Os dados referentes aos investidores pessoa física reverteram a recuperação em setembro, quando houve alta em relação aos 1,3 milhão que realizaram declarações em agosto. Além disso, o número de setembro segue sendo o maior da série histórica.

Já em relação aos CNPJs, o novo valor de outubro é o maior da série histórica, iniciada em agosto de 2019 após a determinação pela Receita Federal da obrigatoriedade de declaração por parte dos investidores.

Ao mesmo tempo, o valor total declarado ao órgão teve uma leve recuperação em outubro, atingindo R$ 12,11 bilhões. O número é 2% maior que o de setembro, mas inferior a todos os outros meses de 2022 com exceção de março. O recorde da série histórica segue sendo novembro de 2020, com R$ 19 bilhões.

Na divisão pelo tipo de movimentação com criptomoedas, as com uso de corretoras de criptoativos que operam no Brasil tiveram alta, passando de R$ 9,3 bilhões para R$ 10,4 bilhões. Já as sem uso de exchanges caíram de R$ 1,9 bilhão para R$ 1,2 bilhão, e as com uso de exchanges no exterior também recuaram, de R$ 646 milhões para R$ 382 milhões.

Outra tendência que foi mantida em outubro é a participação crescente de mulheres no mercado de criptoativos. O número de operações declaradas por investidoras corresponde a 21,87% do total, o maior valor da série histórica. Outro recorde foi na participação no valor total das operações, com 16,81%.

Ainda segundo os dados da Receita Federal, o bitcoin segue sendo a criptomoeda mais declarada por CPFs e CNPJs. Em outubro, 1,3 milhão de operações com o ativo, totalizando R$ 992,86 milhões movimentados. O valor é o menor da série histórica, mas o valor médio das operações subiu em relação a setembro, de R$ 666 para R$ 740.

Em segundo lugar está o ether, com 566 mil operações e R$ 261 milhões movimentados em outubro. O valor é o menor desde dezembro de 2020. O valor médio das operações declaradas caiu ante setembro, indo de R$ 479,15 para R$ 460,63.

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