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Brasil tem 2ª maior adoção de finanças descentralizadas no mundo, diz estudo

Estados Unidos ainda lideram o setor, sendo responsáveis por 31,8% de todas as transações mensais realizadas no segmento em 2022

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Brasil é um dos principais mercados de DeFi no mundo (putilich/Getty Images)

Brasil é um dos principais mercados de DeFi no mundo (putilich/Getty Images)

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João Pedro Malar

Publicado em 4 de janeiro de 2023 às, 15h58.

Última atualização em 4 de janeiro de 2023 às, 16h06.

O Brasil se tornou em 2022 um dos principais mercados para o segmento de finanças descentralizadas (DeFi, na sigla em inglês), de acordo com um levantamento realizado pela corretora de criptoativos Huobi sobre a parcela de cada país no tráfego total de operações no segmento.

Segundo o relatório, os Estados Unidos lideram com folga no setor, sendo responsáveis por 31,8% de todo o tráfego no segmento. Para a Houbi, isso pode "estar relacionado ao fato de que o DeFi originalmente se enraizou no solo dos EUA".

"Os EUA investiram tremendamente na indústria de criptomoedas com fluxo contínuo de fundos e talentos, muitas startups migraram para centros tecnológicos e financeiros, como o Vale do Silício e Nova York", destaca o levantamento.

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Já o Brasil está na segunda posição, com cerca de 5% do total do mercado DeFi. A Huobi atribui o número ao fato do país ser "o mercado de criptomoedas número 1 na América do Sul, e vários bancos e empresas de investimento estão oferecendo ou se preparando para oferecer serviços relacionados ao mercado de criptomoedas".

A empresa destaca ainda o lançamento de fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de DeFi, que "aumentaram a conscientização sobre criptomoedas em geral". O país é seguido pelo Reino Unido, Canadá, Alemanha, França e Indonésia.

O cenário é diferente quando se analisa a parcela do mercado de finanças centralizadas (CEX, na sigla em inglês). Os Estados Unidos seguem na liderança, mas com menos de 10%, e são seguidos pela Coreia do Sul, Rússia, Turquia, Japão e Ucrânia.

O Brasil ficou na sétima posição, com uma fatia de 3%. A Huobi aponta que essa diferença pode ocorrer porque "a base de usuários do DeFi é mais voltada para usuários profissionais e experientes com um limite mais alto, o que coincide com a imagem macro" dos países mais ricos.

A empresa destacou ainda que "a maioria dos principais países da América do Sul e da África adotaram as criptomoedas quase pelo mesmo motivo: crise financeira doméstica, inflação alta e moeda local desvalorizada. Alguns dos países que são exemplos disso são Venezuela, Argentina, Brasil, Marrocos e Egito".

"Embora nem todas as criptomoedas possam ser usadas como uma ferramenta de cobertura de risco, as stablecoins são sempre ideais para a preservação do valor dos ativos nessas regiões", pontua a Huobi.

O relatório destaca ainda que, em 2022, mais de 42 países adotaram medidas regulatórias ou de orientações para a indústria de criptoativos, que abrange o setor de DeFi, sendo que 36% são classificadas como "positivas".

"Uma estrutura regulatória em grande escala para o setor está na agenda em todos os países em que as regulamentações sobre CEXs estão se tornando mais rígidas e a regulamentação on-chain pode ser incorporada ao sistema", observa a empresa.

Para 2023, a Huobi acredita que o mercado já está próximo das mínimas do ciclo atual de queda, mas que esse mercado de baixa continuará por algum tempo. Ao mesmo tempo, ela projeta que mais países emergentes adotarão criptomoedas como moedas legais, seguindo os passos de El Salvador.

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