ESG

Movimento + Água lança painel digital para medir impactos nas bacias hidrográficas do Brasil

O objetivo do Painel é ajudar a acelerar o cumprimento das metas colocadas pelo Movimento +Água, um dos oito criados pelo Pacto Global da ONU no Brasil na estratégia Ambição 2030

Durante o Fórum Ambição 2030, o Movimento + Água lançou o Painel Digital ‘Mov+Água’ que centraliza dados públicos sobre as bacias, aquíferos e reservatórios por estado brasileiro (Leandro Fonseca/Exame)

Durante o Fórum Ambição 2030, o Movimento + Água lançou o Painel Digital ‘Mov+Água’ que centraliza dados públicos sobre as bacias, aquíferos e reservatórios por estado brasileiro (Leandro Fonseca/Exame)

Marina Filippe
Marina Filippe

Repórter de ESG

Publicado em 23 de março de 2023 às 12h30.

Durante o Fórum Ambição 2030, o Movimento + Água lançou o Painel Digital ‘Mov+Água’ que centraliza dados públicos sobre as bacias, aquíferos e reservatórios por estado brasileiro, sua qualidade e uso pela população, indústria e agronegócio. Nele, também há indicadores de ações de conservação dos ecossistemas aquáticos, redução de desperdícios e acesso ao abastecimento de água, esgotamento sanitário, tratamento dos esgotos e casos de sucesso.

O objetivo do Painel é ajudar a acelerar o cumprimento das metas colocadas pelo Movimento +Água, um dos oito criados pelo Pacto Global da ONU no Brasil na estratégia Ambição 2030, que é um chamado às empresas brasileiras para reconhecerem a urgência e a necessidade de promover ações concretas e assumir compromissos públicos para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) . Vinte e três organizações já se comprometeram com o +Água, que tem como empresas embaixadoras a Aegea e a KPMG.

“Estamos em um momento muito decisivo, em que a nossa sobrevivência está em jogo. Com os Movimentos, o Pacto Global se une às empresas para alcançar os ODS fundamentais para o Brasil. Com o +Água, por exemplo, tratamos do ODS 6 (Água Potável e Saneamento) e ODS 14 (Proteger a Vida Marinha). Precisamos, cada vez mais, de empresas comprometidas com metas e com todo o caminho traçado para se chegar a elas. Não adianta se comprometer com um objetivo para 2030, sem detalhar as ações e estratégias para alcançá-las. Temos que fazer a diferença agora”, diz Camila Valverde, Diretora de Impacto do Pacto Global da ONU no Brasil.

Nesse contexto de um clima em mudança e da degradação das bacias hidrográficas, garantir disponibilidade de água em quantidade e qualidade suficientes para o atendimento às necessidades humanas como prioridade, mas também viabilizando a prática das atividades econômicas e a conservação dos ecossistemas aquáticos e terrestres, é um desafio complexo e urgente, o qual o Movimento +Água pretende vencer. Desta forma, o painel também pretende ajudar as empresas com as informações compiladas.

“O painel traz diversas informações que exploram o detalhamento deste cenário, além de estimular a troca de experiências, trazendo cases de empresas que trouxeram uma agenda positiva nas localidades que operam e conseguiram resultados positivos provenientes dos projetos. É uma ferramenta fundamental para que possamos elevar as discussões no meio empresarial a um patamar semelhante ao que estamos atualmente discutindo a temática de emissões atmosféricas, já que estão diretamente interligadas”, diz Kin Honda, sócio-diretor ESG da KPMG.

O Painel também será apresentado em Nova York, no dia 24 de março, durante o evento paralelo à Conferência Mundial da Água, ‘Repensando a Governança da Água no Brasil: foco na crise climática e na agenda de cooperação pela água’, promovido pelo Pacto Global da ONU.

"O painel permite também uma maior participação e cooperação das empresas e setores que movimentam a água, seja o saneamento básico, o agronegócio, geração de energia, entre outros. Para a Aegea, que é líder no setor privado de saneamento, responsável por levar água tratada para milhões de brasileiros em 13 estados, e tem ações e parcerias concretas relacionadas ao tema água, esta é uma ferramenta muito importante, principalmente para a nossa área de engenharia hídrica", afirma Édison Carlos, presidente do Instituto Aegea.

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