Irani: venda de crédito de carbono e gestão ambiental impulsionam negócios

Como parte da estratégia, a Irani Papel e Embalagens arrecadou mais de 1,7 milhão de reais com a venda de créditos de carbono e realizou investimentos superiores a 10 milhões de reais em processos de gestão ambiental
 (Fabiano Accorsi/Exame)
(Fabiano Accorsi/Exame)
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Marina FilippePublicado em 23/06/2022 às 20:45.

Depois de passar, em 2020, para o Novo Mercado da B3, com empresas de alto nível de governança corporativa, a Irani Papel e Embalagem divulgou seis compromissos ESG para 2030. Quatro deles visam garantir a sustentabilidade e a economia circular em sua cadeia produtiva.

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Um exemplo é a meta de ter 100% de energia renovável em todos os negócios até 2025. Como parte da estratégia, a companhia arrecadou mais de 1,7 milhão de reais com a venda de créditos de carbono e realizou investimentos superiores a 10 milhões de reais em processos de gestão ambiental.

“O cuidado com o recurso e o meio ambiente sempre foi presente nos 80 anos de empresa, algo que ficou ainda mais forte após a entrada no Novo Mercado da B3”, diz Fabiano Alves de Oliveira, diretor de pessoas, estratégia e gestão na Irani Papel e Embalagem.

Com isso, foram observados resultados como 42% do território destinado para conservação da natureza e aumento para 9,45% de resíduos enviados ao aterro devido à qualidade e à quantidade de impurezas presentes nas aparas de papel.

Na frente social, a pandemia de covid-19 reforçou o apoio às comunidades do entorno, e 40.000 horas de trabalho voluntário foram oferecidas pelos funcionários, além de mais de 2,5 milhões de reais direcionados para projetos nas áreas de cultura, educação ambiental e esporte.

Internamente, a Irani investe em medidas que vão desde treinamentos de segurança até programas de diversidade, com o objetivo de ter 40% de mulheres no quadro geral e 50% na liderança até 2030. “Também nos tornamos signatários do Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+ e estamos cada vez mais trabalhando para um ambiente mais inclusivo para todos”, afirma Oliveira.